Milhares de mortes hospitalares na Austrália foram causadas por erro humano, incluindo má tomada de decisões e falta de sinais de alerta, revelou um importante estudo.
Os especialistas afirmam que estas mortes são evitáveis e apelam agora a melhores sistemas e formação.
Uma auditoria nacional do Royal Australasian College of Surgeons descobriu que mais de 30.000 pessoas morreram enquanto recebiam cuidados cirúrgicos entre 2012 e 2019, antes, durante ou após a cirurgia.
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Em 12% – ou mais de 3.500 – desses casos, havia sérias preocupações sobre como o paciente era tratado.
Metade envolveu falhas em competências não técnicas, incluindo falta de sinais de alerta, exames importantes não solicitados ou decisões adiadas até que fosse tarde demais.
“Este é frequentemente um problema no tratamento de pacientes particularmente agudos, onde as decisões têm de ser tomadas dentro de prazos relativamente apertados”, disse o professor Guy Maddern, da Universidade de Adelaide.
O transporte entre hospitais é considerado particularmente perigoso.
“As informações nem sempre fluem bem do hospital de referência para o hospital receptor, e estas são certamente áreas onde podem ocorrer falhas de comunicação”, continuou Maddern.
Para as famílias que permaneceram, a confusão era constante. Advogados de negligência médica relatam demanda crescente.
Tim Cummings, do escritório de advocacia Slater and Gordon, disse: “Certamente estamos mais ocupados do que nunca. Muitas pessoas estão nos contatando para descobrir o que aconteceu com seus entes queridos”.
Os pagamentos podem chegar a milhões de dólares.
O principal autor do relatório disse que o problema não é necessariamente a falta de pessoal, mas sim a falta de supervisão. Ele acredita que a reforma da formação dos cirurgiões em todo o país é muito importante.
“Acreditamos que a solução provavelmente passará por melhor treinamento e feedback às equipes cirúrgicas, para que ações e monitoramento apropriados possam ser tomados”, disse Maddern.





