O primeiro-ministro Narendra Modi chamou na terça-feira o Acordo de Livre Comércio (FTA) Índia-União Europeia de “a mãe de todos os acordos”, dizendo que abriria enormes oportunidades para pessoas e empresas de ambos os lados e aprofundaria os laços entre as duas maiores economias do mundo.
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“Ontem, foi assinado um grande acordo entre a União Europeia e a Índia. As pessoas chamam-lhe a mãe de todos os acordos. Este acordo trará grandes oportunidades para o público na Índia e na Europa. É um grande exemplo de parceria entre as duas principais economias do mundo”, disse Modi, acrescentando que o acordo representa 25 por cento do PIB global e quase um terço do comércio global.
As observações do Primeiro-Ministro foram feitas antes da 16ª Cimeira Índia-UE em Deli, onde deverá manter conversações em sessões limitadas e a nível de delegação com a Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o Presidente do Conselho Europeu, Antonio Costa.
A cimeira está a ser considerada histórica, uma vez que ambas as partes pretendem anunciar formalmente o fim das negociações sobre o tão esperado acordo de comércio livre.
O Ministro do Comércio, Rajesh Agrawal, confirmou na segunda-feira que a Índia e a UE concluíram com sucesso as negociações e que um anúncio formal do acordo comercial será feito na terça-feira, 27 de janeiro.
Segundo ele, a expectativa é que o acordo entre em vigor no próximo ano, após tramitação jurídica do texto, que pode levar de cinco a seis meses, seguida de assinatura oficial.
No Dia da República, von der Leyen, que esteve no desfile como um dos principais convidados, destacou a importância do crescimento da Índia, escrevendo no X: “Uma Índia bem-sucedida torna o mundo mais estável, próspero e seguro. E todos nós beneficiamos disso.”
O acordo também atraiu a atenção da comunidade internacional: o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, expressou preocupação com os desenvolvimentos no meio das negociações comerciais em curso entre a Índia e os EUA, criticando as contínuas compras pela Europa de produtos petrolíferos russos à Índia.






