Uma importante revisão científica está lançando dúvidas sobre uma das tendências alimentares mais populares que se espalham nas redes sociais – o jejum intermitente.
Embora alguns estudos tenham encontrado benefícios, novas pesquisas mostram que não é a cura milagrosa que muitos afirmam ser.
As dietas dominaram as plataformas de mídia social, concentrando-se não no que você come, mas quando você come. O popular método 16-8 significa jejuar por 16 horas e comer apenas durante um período de 8 horas.
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Os influenciadores das redes sociais promoveram-no como “a melhor e mais eficaz forma de perder gordura corporal”, mas a ciência conta uma história diferente.

Uma revisão internacional de 22 estudos com quase 2.000 pessoas descobriu que o jejum intermitente para perda de peso não é melhor do que os conselhos dietéticos padrão ou mesmo não fazer nada.
“Algumas pessoas acham que funciona para elas, mas existem riscos”, diz Matthew Dick, nutricionista.
“Se você restringir demais sua dieta, poderá estar perdendo nutrientes importantes ou grupos alimentares importantes.”
As revisões concentram-se apenas nos resultados a curto prazo e não há evidências claras de benefícios para a saúde a longo prazo.
Estudos descobriram que o jejum intermitente pode reduzir a pressão arterial, reduzir a inflamação e melhorar o colesterol. Mas não está claro se esses benefícios se devem ao jejum ou ao déficit calórico, que continua sendo a melhor maneira de perder peso.
Jemma O’Hanlon, CEO da FoodWatch, diz que a dieta mais eficaz é aquela que você consegue seguir.
“Precisamos apenas adotar uma dieta saudável e não ficar tão presos nessas dietas rápidas”, disse ela.








