Quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026 – 15h10 WIB
Gaza, AO VIVO – O primeiro dia do Ramadã em Gaza é hoje, quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026. Em circunstâncias normais, o Ramadã é um momento para se reunir com a família e amigos para quebrar o jejum no calor. Para os muçulmanos, é também um momento para aumentar a adoração, aprofundar a reflexão religiosa e partilhar com outros.
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Contudo, a situação em Gaza está longe de ser normal. De acordo com o Ministério da Saúde de Gaza, os ataques militares israelitas mataram mais de 72 mil palestinianos, causaram destruição generalizada e forçaram a fuga da maioria dos residentes da região. O ataque começou depois que o grupo militante liderado pelo Hamas matou cerca de 1.200 pessoas, a maioria civis, e fez 251 reféns num ataque em 7 de outubro de 2023.
Quando os habitantes de Gaza visitaram o mercado esta semana, alguns queixaram-se das condições económicas que tornaram o Ramadão ainda mais difícil.
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“O dinheiro já não está nas mãos das pessoas. Não há empregos. Este é o Ramadão, mas mesmo o Ramadão exige dinheiro”, disse Waleed Zaqzouq, residente na cidade de Gaza, conforme relatado pela AP News, citado na quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026.
Ele espera que os comerciantes possam levar em conta as dificuldades económicas da comunidade.
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“Antes da guerra, as pessoas viviam uma vida decente. Agora tudo mudou completamente. As pessoas estão completamente devastadas e exaustas”, disse ele.
A trégua mediada pelos Estados Unidos, que entrou em vigor em 10 de outubro, visa pôr fim a mais de dois anos de guerra entre Israel e o Hamas. Embora os principais combates tenham diminuído, os incêndios israelitas ainda ocorrem quase diariamente em Gaza.
As forças israelenses lançaram vários ataques aéreos e muitas vezes dispararam contra palestinos perto da zona controlada pelos militares, matando mais de 600 pessoas, segundo autoridades de saúde de Gaza. O ministério da saúde, que está sob a alçada do governo liderado pelo Hamas, regista vítimas detalhadas e é considerado confiável pelas agências da ONU e por especialistas independentes. Contudo, os dados não distinguem entre civis e combatentes.
Por outro lado, grupos militantes também atacaram soldados israelitas. Israel disse que os seus ataques foram em resposta a estas e outras violações. Quatro soldados israelenses teriam sido mortos.
Outro lado
O Inverno em Gaza realça cada vez mais a gravidade das condições dos refugiados e a extensão das necessidades da região. O tempo gelado matou crianças em Gaza, enquanto chuvas torrenciais inundaram campos de refugiados e desabaram edifícios já gravemente danificados.




