Prisioneiros em três prisões da Guatemala fizeram dezenas de guardas como reféns

Várias dezenas de guardas prisionais guatemaltecos foram feitos reféns no sábado, depois de presidiários de três prisões em um aparente motim coordenado, disseram autoridades.

O Ministro do Interior, Marco Antonio Valleda, disse que queria falar com os prisioneiros, mas não aceitaria as suas exigências, pois exigia a libertação de 46 guardas.

No início do sábado, a administração de Velda disse num comunicado que a revolta dos presos foi uma resposta a uma decisão dos administradores penitenciários de retirar privilégios aos líderes de gangues de presos.

“Na Guatemala não negociamos com terroristas ou com o crime organizado”, dizia o comunicado. “Também não permitimos que grupos que tenham medo de impor as suas condições”.

Agentes da Polícia Nacional foram destacados para as prisões afectadas. Nenhum ferimento ou morte foi relatado.

Num vídeo publicado nas redes sociais, alguns dos presos exigem a entrega.

Em Outubro, o Presidente Bernardo Arevalo aceitou a demissão de três altos responsáveis ​​de segurança, incluindo o antecessor de Valleda, depois de os responsáveis ​​terem reconhecido que 20 membros de gangues tinham fugido em poucos dias.

“A ligação entre o sistema prisional e o crime externo deve ser cortada”, disse Arello numa entrevista à Associated Press na quinta-feira. “É por isso que todos esses esforços para recuperar o sistema prisional são tão importantes”.

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