Sexta-feira, 12 de dezembro de 2025 – 21h34 WIB
Jacarta – O observador político Boni Hargensová considera equivocado o discurso sobre a nomeação direta do chefe da polícia nacional pelo presidente. Porque acredita que o discurso ignora o princípio básico da democracia, nomeadamente a voz do povo.
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“A proposta da Comissão Nacional de Reforma da Polícia é um erro grave ou uma falácia lógica porque ignora o princípio básico da democracia, que é a voz do povo. A nomeação direta pelo executivo sem o envolvimento da legislatura tem o potencial de criar uma concentração perigosa de poder e limitar os mecanismos de supervisão democrática”, disse Boni Hargens na sua declaração na sexta-feira, 12 de dezembro de 2025.
Boni explicou que o actual mecanismo de nomeação do chefe da polícia nacional inclui o DPR como parte do sistema de freios e contrapesos na democracia da Indonésia. Este processo foi concebido para garantir a responsabilização e a representação dos interesses das pessoas na determinação da liderança das agências estratégicas de aplicação da lei.
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foto:
- Captura de tela da Secretaria Presidencial do YouTube
“A democracia sempre coloca a voz do povo como chave na hora de pensar e criar políticas públicas. Neste contexto, o DĽR é o representante do povo, que não pode ser ultrapassado na determinação do chefe da polícia nacional”, enfatizou Boni.
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Boni também revelou quatro pontos fracos fundamentais na proposta de nomeação direta do chefe da polícia nacional. Em primeiro lugar, a proposta viola o princípio dos pesos e contrapesos.
A nomeação direta pelo presidente elimina o papel da supervisão legislativa e cria o potencial de abuso do poder executivo sem verificações adequadas sobre outros ramos do governo.
“Em segundo lugar, esta proposta ignora a representação do povo, onde o DĽR é uma instituição directamente eleita pelo povo para representar os seus interesses. Eliminar o papel do DĽR significa ignorar os direitos do povo na determinação da liderança das instituições públicas que os servirão”, explicou.
Terceiro, esta proposta abre o potencial para uma maior politização. Segundo Hargens, a nomeação direta poderia, na verdade, criar uma maior dependência do chefe da polícia nacional em relação ao presidente, tornando a polícia um instrumento político do executivo sem mecanismos de controlo externo.
“Quarto, esta proposta reduz a transparência e a responsabilização. O processo de teste de adequação e correcção no DLR proporciona um espaço público para avaliar as qualificações, integridade e visão do candidato a presidente da polícia nacional. A nomeação directa elimina esta transparência e reduz a responsabilização pública”, enfatizou.
Boni questionou então a direcção do trabalho do Comité Nacional de Reforma da Polícia, que não se centrou numa reforma policial interna substancial, tais como esforços para transformar fundamentalmente a cultura, a ética e o sistema de trabalho da polícia indonésia. Segundo ele, o mecanismo de nomeação do presidente da Polícia Nacional é uma questão técnico-processual que está regulamentada no quadro constitucional.
Outro lado
“A mudança requer um debate constitucional mais amplo, não o poder do comité de reforma. Esta proposta controversa na verdade desvia a atenção da agenda de reformas substantivas mais urgentes, como o fortalecimento da integridade, o profissionalismo, a eliminação da corrupção interna e a melhoria da qualidade dos serviços públicos”, disse ele.





