Washington – A diretora de Inteligência Nacional, Tulsi Gabbard, ainda não opinou sobre a operação dos EUA para tirar Nicolás Maduro do poder em Caracas na noite de sábado, mais de 24 horas depois que o presidente Trump prendeu o líder venezuelano.
O seu silêncio sobre a operação surpreendeu alguns membros da comunidade de inteligência dos EUA, que passou meses a preparar-se para a missão, e danificou activos no terreno quando a operação começou na Venezuela.
Em contraste, o diretor da CIA, John Ratcliffe, esteve em Mar-Lago com Trump durante toda a noite, ao lado do presidente enquanto este dava uma conferência de imprensa para anunciar os resultados.
“Trabalho em equipe no seu melhor”, escreveu Ratcliffe nas redes sociais, postando fotos dele com a equipe do presidente em uma sala de situação improvisada montada na propriedade de Trump na Flórida.
Gabbard, natural do Havai que, segundo o seu relato no X, passou férias em sua casa, tornou-se conhecida como membro do Congresso travando “guerras de mudança de regime”, particularmente a guerra dos EUA no Iraque que derrubou Saddam Hussein.
Num discurso na conferência anual Turning Point dos EUA no mês passado, Gabbard criticou as “cobras de guerra” no “estado profundo” da comunidade de inteligência por tentarem frustrar os esforços de Trump para mediar a paz entre a Rússia e a Ucrânia.
“Muitas vezes nós, o povo americano, somos informados de que devemos escolher entre liberdade ou segurança, e qual lado ganha a proposta”, disse ela à multidão. “A liberdade está sendo perdida e os guerreiros afirmam que estão fazendo algo pela nossa segurança. Isso é mentira.”
Fora do governo, durante o primeiro mandato de Trump, Gabbard também criticou os defensores da mudança de regime na Venezuela, escrevendo em 2019: “É sobre petróleo…de novo”.
“Os Estados Unidos devem ficar fora da Venezuela”, escreveu Gabbard na época. Deixe o povo da Venezuela decidir o seu futuro.
Ela acrescentou: “Não queremos que outros países elejam os nossos líderes, por isso deveríamos parar de tentar elegê-los”.




