Segunda-feira, 5 de janeiro de 2026 – 14h12 WIB
Nova York, VIVA – A detenção do Presidente venezuelano Nicolás Maduro pelas tropas dos Estados Unidos (EUA) não é alegadamente o fim das operações de Washington no país, mas sim o primeiro passo numa estratégia mais ampla para a mudança de regime em Caracas.
Leia também:
Pertamina garante que ativos petrolíferos na Venezuela não serão afetados por ataques dos EUA
Isto foi relatado pelo tenente-general HR McMaster, ex-conselheiro de segurança nacional do presidente Donald Trump, em entrevista ao programa. Notícias noturnas da CBS no domingo, 4 de janeiro de 2026.
Segundo McMaster, o principal objetivo da intervenção americana na Venezuela é levar Maduro à justiça e iniciar o processo de transição de poder. “O objetivo é levar Maduro à justiça e dar os primeiros passos muito complicados para substituir o regime de Maduro por um regime legítimo”, disse ele.
Leia também:
Vice-presidente venezuelano para Trump: Temos direito à paz e à soberania, não à guerra
O presidente dos EUA, Donald Trump, supervisionou a prisão do presidente venezuelano Nicolás Maduro
A declaração explica por que os EUA não desmantelaram toda a estrutura de poder de Maduro, apesar de terem detido o presidente venezuelano e atacado uma série de alvos militares estratégicos.
Leia também:
Os preços globais do petróleo caem depois que os EUA prendem o presidente venezuelano. Poderia a Líbia enfrentar o mesmo destino?
McMaster disse que a estratégia de Washington não é apenas de natureza militar, mas também visa as fontes de financiamento do regime. Ele disse que as ações dos EUA visavam secar o fluxo de dinheiro que sustentava o poder de Maduro.
“Isso é o que vemos com a interdição de petroleiros e a destruição de navios, cortando seu acesso aos narcóticos”, disse McMaster.
A medida está em linha com a política da administração Trump de pressionar a Venezuela através de sanções económicas, restrições às exportações de petróleo e operações de segurança na região das Caraíbas contra rotas comerciais ilegais.
Ao contrário do Iraque e do Afeganistão
McMaster enfatizou que a intervenção dos EUA na Venezuela é diferente das operações militares em grande escala que Washington levou a cabo no Iraque e no Afeganistão.
“Em última análise, o povo venezuelano terá que fazer isso sozinho”, disse McMaster. Mas ele admitiu que o principal desafio reside na capacidade de Maduro de suprimir e esmagar a sua oposição política ao longo dos anos.
Segundo ele, a estratégia dos EUA visa criar condições que permitam que ocorram mudanças internas, sem ocupação militar de longo prazo.
A prisão de Maduro ocorreu durante uma repressão militar dos EUA no fim de semana, após alegações de envolvimento de Maduro em uma rede internacional de tráfico de drogas. A operação atraiu a condenação de muitos países e organizações internacionais, bem como o apoio de alguns dos aliados próximos de Washington.
Outro lado
A administração Trump disse que está pronta para tomar novas medidas se necessário, enquanto a Venezuela está agora sob a liderança interina da vice-presidente Delcy Rodríguez, que apelou à paz e ao diálogo com os Estados Unidos.




