Domingo, 18 de janeiro de 2026 – 18h WIB
VIVA – O discurso sobre a transferência da Copa do Mundo FIFA de 2026 ressurgiu à medida que a incerteza política aumenta nos Estados Unidos. Ex-apresentador Céu Esportes, Jeff Stelling sugeriu publicamente que a FIFA considerasse a Inglaterra como um anfitrião alternativo, após uma série de políticas controversas do presidente dos EUA, Donald Trump, que foram vistas como tendo o potencial de inviabilizar o torneio.
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A Copa do Mundo FIFA de 2026 será realizada de junho a julho de 2026, com Estados Unidos, Canadá e México como co-anfitriões. Estão programados um total de 104 jogos, sendo 78 deles realizados em 11 cidades dos EUA, incluindo Nova York/Nova Jersey, Los Angeles, Miami e Dallas. A partida final também está programada para ser disputada no MetLife Stadium, em Nova Jersey, em 19 de julho de 2026.
Antes do torneio, porém, houve pressão política para reconsiderar a condição de anfitrião dos Estados Unidos. Nas últimas semanas, a administração Trump tem estado ligada a uma série de ações de política externa e militares, bem como a restrições de viagens e vistos, que têm impacto direto na presença de apoiantes e delegados de vários países participantes no Campeonato do Mundo.
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Em junho de 2025, Trump anunciou restrições a viagens e vistos para proteger os cidadãos dos Estados Unidos de ameaças vindas do exterior. A política foi ampliada em 14 de janeiro, quando o governo dos EUA adicionou 75 países a uma lista vermelha e suspendeu o processamento de vistos de imigrante indefinidamente. O congelamento entrará em vigor em 21 de janeiro e afetará vários países que já se classificaram para a Copa do Mundo de 2026, incluindo Haiti e Irã.
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Esta situação também causou reação na Inglaterra. Um total de 23 deputados de quatro partidos, Trabalhista, Liberal Democrata, Partido Verde e Plaid Cymru, assinaram uma moção apelando aos organismos desportivos internacionais para considerarem a exclusão dos Estados Unidos das principais competições mundiais.
Citação BBCestes políticos acreditam que os eventos desportivos internacionais não devem ser usados para “normalizar as violações do direito internacional por parte de países poderosos”.
Neste contexto, Stelling acredita que a FIFA deve ser firme e realista. “Concordo totalmente. Francamente, eles deveriam considerar alternativas como a Inglaterra”, disse Stelling em resposta aos apelos para eliminar o status de anfitrião dos Estados Unidos.
Outro lado
A própria Inglaterra sediou a Copa do Mundo pela última vez em 1966, quando venceu o torneio depois de derrotar a Alemanha Ocidental na final. Desde então, a Inglaterra acolheu apenas eventos regionais como o Euro 1996 e o Euro 2020. A história regista que a realocação dos anfitriões não é novidade no Campeonato do Mundo, como aconteceu em 1986, quando o estatuto da Colômbia foi transferido para o México devido a restrições económicas.



