Domingo, 1º de março de 2026 – 10h42 WIB
Jacarta – A Indonésia incluiu mais uma vez a diplomacia multilateral como um caminho estratégico para promover o pleno reconhecimento da Palestina nos fóruns internacionais. A experiência histórica da Indonésia na utilização de mecanismos globais para obter o reconhecimento da soberania é um importante ponto de referência, mesmo com a dinâmica do Conselho para a Paz (BoP), que está actualmente a emergir como um novo canal diplomático.
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O cofundador do Instituto de Segurança e Estudos Estratégicos (ISESS), Khairul Fahmi, disse que a independência da Indonésia nasceu não apenas da luta armada, mas também de uma longa diplomacia internacional.
Ele avaliou que o reconhecimento da soberania da Indonésia foi alcançado após um processo de negociação global, inclusive através da criação do Comité de Bons Ofícios para a Indonésia pelo Conselho de Segurança da ONU em 1947.
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“Na fase mais crítica da revolução, quando a agressão militar holandesa tentou destruir a existência da república, a comunidade internacional interveio com a criação do Comité de Bons Ofícios para a Indonésia pelo Conselho de Segurança da ONU em 1947”, disse Khairul Fahmi na sua declaração, citada no domingo, 1 de março de 2026.
Segundo Fahmi, o Comité de Bons Serviços proporciona à Indonésia o espaço jurídico para ser reconhecida como parte legítima no conflito, mesmo que a composição dos seus membros não seja totalmente a favor da república.
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A Bélgica é considerada próxima dos Países Baixos, enquanto os Estados Unidos ainda consideram os interesses europeus e a Austrália é um lado relativamente mais simpático.
“A Indonésia não ganhou todos os detalhes das negociações. O acordo de Renville ainda era amargo. Mas a república conseguiu manter a sua existência até que a dinâmica geopolítica mudasse”, disse ele.
Ele considerou esta experiência relevante para a dinâmica do Conselho de Paz, que é legitimada através das resoluções do Conselho de Segurança da ONU. Segundo ele, os fóruns multilaterais não aderem automaticamente ao lado dos fracos, mas podem ser uma ponte para a criação de um Estado soberano se tiverem um mandato claro e uma supervisão colectiva.
O conflito israelo-palestiniano, continuou ele, é muito mais complexo porque envolve questões de Estado, segurança regional e fragmentação política interna.
Num mundo cada vez mais polarizado, o Conselho da Paz será testado não apenas como mediador, mas também como guardião da transição política rumo ao reconhecimento da soberania palestiniana.
“Se o Conselho de Paz puder implementar o seu mandato de forma consistente e credível, este mecanismo poderá ser incluído entre as ferramentas que ajudarão a preparar o caminho para o nascimento de um Estado palestiniano independente”, disse Fahmi.
Outro lado
Acrescentou que a reflexão sobre a história da Indonésia mostra que a legitimidade global pode fortalecer a luta pela independência quando a dinâmica geopolítica está alinhada com a consolidação diplomática avançada.




