Domingo, 4 de janeiro de 2026 – 00h50 WIB
Pequim, VIVA – O governo chinês disse estar chocado e condenou veementemente o ataque dos Estados Unidos à Venezuela e a prisão do presidente Nicolás Maduro e da sua esposa.
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“A China está profundamente chocada e condena veementemente as ações dos Estados Unidos, que usaram abertamente a força militar contra um país soberano e até prenderam o presidente desse país”, disse um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, citado no site do Ministério das Relações Exteriores da China, que foi acessado pela ANTARA de Pequim no sábado.
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que os Estados Unidos lançaram um ataque militar à Venezuela e prenderam o presidente Nicolás Maduro e sua esposa Cilia Flores na madrugada de sábado, 3 de janeiro.
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“Este tipo de conduta viola gravemente o direito internacional, viola a soberania da Venezuela e ameaça a paz e a segurança na região da América Latina e do Caribe”, afirmou o comunicado.
A China opõe-se fortemente a isto. “Apelamos aos Estados Unidos para que cumpram o direito internacional e os objetivos e princípios da Carta das Nações Unidas e parem de violar a soberania e a segurança de outros países”, enfatizou a declaração.
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Também foi relatado que houve pelo menos sete explosões e caças voando baixo sobre a capital venezuelana, Caracas, no momento do ataque dos EUA. Houve queda de energia em diversas áreas de Caracas, incluindo a parte sul da cidade, perto da principal base militar.
Entretanto, a procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, afirmou num comunicado na rede social X que o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e a sua esposa, Cilia Flores, foram acusados no Distrito Sul de Nova Iorque de múltiplos crimes, incluindo “narcoterrorismo” ou terrorismo de drogas.
Bondi acrescentou que os dois também foram acusados de conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos e conspiração para posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos dirigidos contra os Estados Unidos.
Maduro e Flores serão em breve julgados nos EUA por estas diversas acusações.
Trump disse que mais detalhes sobre a prisão de Maduro serão divulgados posteriormente e que uma entrevista coletiva será realizada às 11h, horário local, em sua residência em Mar-a-Lago, no estado norte-americano da Flórida.
Outro lado
O ministro da Defesa venezuelano, Vladimir Padrino López, insistiu que o país rejeita a presença de forças estrangeiras.





