Mount Westmore, o supergrupo de hip-hop que inclui Snoop Dogg, Ice Cube, E-40 e Too Short, está atualmente envolvido em uma confusa batalha legal de dois lados sobre um acordo de marca que supostamente deixou um adiantamento de US$ 1,3 milhão no limbo. O drama gira em torno de um acordo de 2022 com a Westside Merchandising que deveria resultar em uma enorme turnê internacional de 60 datas.
Em vez de uma aquisição global, o grupo fez exatamente três shows antes de tudo ficar quieto.
Agora, um juiz de Los Angeles ordenou que as lendas do rap testemunhassem pessoalmente, provando que mesmo os ícones da indústria não conseguem evitar facilmente uma intimação quando uma apreensão de um milhão de dólares termina em fracasso.
Captura de tela de @ beaniegee94, via Instagram.com. Usado sob uso justo para fins de comentários editoriais.
A disputa remonta a 2022, quando o coletivo recém-formado assinou contrato de exclusividade com a Westside Merchandising, de Los Angeles. Documentos judiciais mostram que a parceria se baseou numa ambiciosa viagem de 60 dias pela América e pela Europa com o objetivo de transportar uma montanha de equipamentos de marca.
A Westside diz que honrou seu acordo ao dar aos artistas mais de US$ 1,3 milhão para lançar a campanha. Porém, a empresa afirma que o grupo fez apenas três shows em 2022 e nenhum desde então.
Além de perder datas de turnê, a empresa diz que os artistas os imitaram em vídeos promocionais obrigatórios e em aparições em lojas de varejo.
Superstars e o prazo para testemunhar
A pressão jurídica aumentou significativamente em outubro de 2025, quando um juiz do Tribunal Superior de Los Angeles rejeitou a tentativa de Snoop Dogg e Ice Cube de evitar testemunhar. O advogado dos rappers argumentou que as exigências de depoimento eram “assédias” e “penosas”, sustentando essencialmente que eles não tinham nada de novo a dizer além do que já estava nos documentos.
O juiz não acreditou, considerando o argumento da “falta de conhecimento” insuficiente e apontando que tanto Snoop quanto Cube eram verdadeiros signatários do contrato.
Isso significa que os ícones não podem se esconder atrás de agendas apertadas ou de grandes marcas para evitar interrogatórios sob juramento sobre o motivo do fracasso da turnê. Westside está até pedindo US$ 11 mil em sanções, acusando a defesa de usar táticas de adiamento para atrasar o julgamento.
Captura de tela de @mount_westmore, via Instagram.com. Usado sob uso justo para fins de comentários editoriais.
Enquanto as “âncoras” do grupo ficam presas ao fogo, a outra metade do coletivo tenta outra rota de fuga. E-40 e Too Short argumentaram nas suas respostas que nunca foram realmente partes no contrato subjacente, embora os seus nomes apareçam ao longo do processo judicial.
Isso cria uma divisão fascinante dentro do Monte Westmore, à medida que os membros lidam com níveis individuais de responsabilidade pela viagem não cumprida de 60 dias. O advogado de Westside, John Fowler, declarou sem rodeios a posição da empresa, dizendo ao TMZ que o caso era simples porque a outra parte supostamente fraudou seu cliente. Fowler rejeitou as recentes manobras legais do grupo como uma “distração” que “cheira a desespero”.
Auditoria contábil e a armadilha do varejo
Em fevereiro de 2026, os rappers mudaram oficialmente o roteiro ao entrar com seu próprio processo de fraude contra Westside Merchandising, seu ex-parceiro de negócios. Esse processo alegou que a Westside deturpou sua presença real no varejo para afastar o grupo de uma empresa de mercadorias muito maior.
Os artistas afirmam que, embora tenham recebido um adiantamento, ainda lhes devem “centenas de milhares” de receitas não pagas provenientes das vendas reais. Seus registros incluem dados contábeis internos que dizem vir de Westside e incluem aproximadamente US$ 808 mil em vendas de mercadorias para shows, mais de US$ 90 mil em vendas em lojas de varejo e US$ 13 mil em vendas de comércio eletrônico.
Apesar desses números, os rappers dizem que não viram uma contabilização adequada de sua participação total nos lucros.
Captura de tela de @oonkasymeon, via Instagram.com. Usado sob uso justo para fins de comentários editoriais.
Esta medida representa uma mudança estratégica clássica: a defesa está agora a transformar em arma os próprios relatórios financeiros do Westside. Ao destacar os US$ 808 mil ganhos nessas poucas aparições em 2022, os artistas tentam provar que a marca foi lucrativa e que o varejista está segurando a sacola.
A sua equipa jurídica acusou publicamente a Westside de se recusar a cooperar ou negociar de boa fé, ao mesmo tempo que classificava as alegações originais de fraude como “completamente infundadas e sem mérito”. Isto degenerou num cenário clássico do tipo “ele disse, ela disse”, em que ambos os lados afirmam ser vítimas de uma isca e troca.
Os rappers estão agora buscando indenizações não especificadas, alegando que a alegada deturpação no varejo lhes causou sérios danos financeiros.
Observando o legado legal do supergrupo
O resultado desta batalha provavelmente dependerá de o tribunal considerar que a viagem fracassada foi uma violação intencional ou apenas uma consequência de uma parceria falha. Muitos fãs e membros da indústria estão observando de perto se as 57 datas da turnê perdidas foram resultado de simples conflitos de agendamento ou de algo mais problemático do ponto de vista jurídico.
Por enquanto, tanto o processo original de fraude de US$ 1,3 milhão quanto o novo pedido reconvencional permanecem ativos no sistema judicial de Los Angeles, sem julgamento final à vista.
Captura de tela de @thereviewjunkie, via Instagram.com. Usado sob uso justo para fins de comentários editoriais.
Esta saga é um sinal de alerta gigante para a indústria musical. Destaca a crescente tensão entre artistas tradicionais que procuram rentabilizar as suas marcas e retalhistas que procuram clientes de alto perfil. A mensagem é clara: ofertas ambiciosas no estilo 360 só funcionam se todos tiverem largura de banda suficiente para realmente aparecer.
À medida que os rappers se preparam para o testemunho pessoal, o foco muda da música para as letras miúdas. Quer termine num acordo ou num julgamento completo, o rasto deixado pelo Monte Westmore servirá de alerta a qualquer artista que esteja a pensar em inscrever-se numa “super tour” que poderá nunca acontecer.









