Seis pessoas acusadas de pertencer ao PKK banido num tribunal do Reino Unido

LONDRES (Reuters) – Seis curdos foram a julgamento no Reino Unido nesta sexta-feira acusados ​​de pertencer ao Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), um grupo militante proibido em sua Turquia natal, bem como no Reino Unido e em outros países.

Os promotores dizem que os réus, com idades entre 24 e 63 anos, “pertenciam ou alegavam pertencer ao PKK, que foi banido como organização terrorista no Reino Unido em 2001”.

Foram acusados ​​em dezembro de 2024, na sequência de uma rusga policial a um centro comunitário curdo no norte de Londres, no mês passado, e alguns dos arguidos também foram acusados ​​de organizar ou discursar em reuniões de apoio ao PKK em 2023 e 2024.

O PKK anunciou no ano passado que iria desarmar, desmantelar e queimar simbolicamente as suas armas, mas estas continuam amplamente proibidas, inclusive na União Europeia e nos Estados Unidos.

Ercan Akbal (57), Ali Boyraz (63), Agit Karatas (24), Berfin Kerban (32), Turkan Ozcan (60) e Mazlum Sayak (28) declararam-se inocentes de pertencer a uma organização proibida.

Akbal também nega duas acusações de organização de uma reunião para apoiar o PKK e duas acusações de fazer um discurso para encorajar o apoio ao PKK.

Ozcan e Sayak negam duas acusações de ter organizado a reunião para apoiar o PKK, enquanto Boyraz e Karatas negam uma acusação de ter feito um discurso na reunião para encorajar o apoio ao PKK.

O PKK lutou durante quatro décadas pela independência ou autonomia da parte sudeste da Turquia, maioritariamente curda.

“Não há nada de errado com os curdos quererem a autodeterminação ou que as pessoas façam campanha por ela… mas foram os meios que o PKK utilizou que os baniram”, disse Larkin.

A previsão é que o processo dure até três meses.

(Reportagem de Sam Tobin; edição de Kevin Liffey)

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