Presidente do México promete ‘Plano B’ após fracasso do Congresso em reformar o sistema eleitoral

CIDADE DO MÉXICO (AP) – A presidente mexicana Claudia Sheinbaum minimizou na quinta-feira a derrota de uma proposta de reforma constitucional no Congresso, sua primeira grande derrota legislativa desde que assumiu o cargo, dizendo que há um “Plano B” para fazer mudanças no sistema eleitoral.

Devido à deserção de alguns dos partidos aliados menores, Verdes e dos Trabalhadores, o partido Morena de Sheinbaum não teve a maioria necessária para adotar a proposta na Câmara dos Deputados na noite de quarta-feira. Algumas das mudanças propostas, que o partido de Sheinbaum descreveu como medidas de poupança orçamental, foram vistas como limitando o poder dos partidos mais pequenos.

Sheinbaum, que toma posse em 2024, alertou na quinta-feira que os eleitores avaliarão se os políticos de outros partidos cumpriram as suas promessas de apoiar a agenda da sua administração.

Um dos principais pontos de discórdia foi a proposta de abandono do sistema que permite aos partidos ocuparem determinadas cadeiras no Congresso com base na representação proporcional. O objetivo era dar aos partidos menores uma parcela dos assentos no Congresso com base na porcentagem de votos em seu estado, mesmo que não conseguissem vencer as disputas distritais individuais.

Sheinbaum insistiu que todos os membros do Congresso fossem eleitos pelos eleitores.

A proposta também incluía uma redução de 25% nos custos eleitorais, incluindo fundos para o Instituto Nacional Eleitoral e dinheiro transferido para todos os partidos. Especialistas dizem que as mudanças podem ameaçar o curso das eleições no México e fortalecer o partido no poder.

Georgina de la Fuente, professora de ciência política na Universidade Tecnológica de Monterrey, disse que a votação mostra que “os pequenos partidos não pretendem dar apoio incondicional a (Morena), não pretendem pôr em risco a sua sobrevivência”.

Sheinbaum disse que forneceria mais detalhes sobre o “Plano B” na segunda-feira, mas acrescentou que o objetivo permanece o mesmo: “restringir ainda mais os privilégios”.

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