DUBAI (Reuters) – Os casos de pessoas presas em conexão com os protestos nacionais no Irã no início deste ano foram resolvidos, disse o primeiro vice-chefe do Judiciário, Hamzeh Khalili, nesta segunda-feira, e as sentenças finais estão agora pendentes.
Em Janeiro, o país foi abalado por protestos antigovernamentais a nível nacional, que foram reprimidos na pior repressão da história da República Islâmica.
“Casos relacionados com elementos terroristas e desordeiros de Janeiro foram ouvidos. Alguns resultaram em veredictos finais e estão actualmente a ser executados. Alguns casos já foram ouvidos nos últimos dias e serão relatados. Nestes casos, nenhuma clemência será aplicada aos ‘condenados'”, disse Khalili, citado pelo diário de justiça Mizan.
O Irão executou na semana passada três homens condenados pela morte de dois agentes da polícia durante os distúrbios do início deste ano, levantando preocupações entre grupos de direita como Hengaw de que Teerão esteja a intensificar as execuções de presos políticos e manifestantes face à crescente pressão militar e internacional.
Khalili acrescentou que o sistema de justiça não será leniente com – na sua opinião – “infiltrados, mercenários, traidores que colaboram com o inimigo”, porque em Março centenas de pessoas foram presas desde o início da guerra com Israel e os EUA.
(Reportagem de Dubai Newsroom; edição de Toby Chopra)




