“Homens que planejam um bebê devem considerar…”

Os microplásticos representam uma ameaça emergente ao ambiente e à saúde, cada vez mais associada a efeitos adversos tanto na vida selvagem como nos seres humanos.

Um estudo que aguarda publicação no Journal of the Endocrine Society forneceu recentemente provas de que a sua influência pode ser transmitida às gerações futuras.

O que está acontecendo?

“Microplásticos (MP) são pequenas partículas de plástico que constituem um poluente ambiental significativo, e os humanos estão onipresentemente expostos a microplásticos”, começa o resumo.

Como observaram os investigadores, a exposição a microplásticos tem sido associada a condições crónicas de saúde, e pesquisas anteriores mostraram a presença de partículas microplásticas no tecido reprodutivo humano.

No resumo, os autores explicaram que foi demonstrado que a exposição dos pais a poluentes ambientais “aumenta o risco de doença cardiometabólica” nos seus filhos, mas a exposição dos pais aos microplásticos como um poluente distinto “não foi estudada”.

Os cientistas expuseram ratos machos a microplásticos para avaliar se doenças cardiometabólicas – como diabetes tipo 2, resistência à insulina e obesidade – seriam mais comuns nos seus descendentes.

Usando um novo método de sequenciamento, os autores ficaram surpresos ao descobrir que os descendentes de ratos machos expostos a microplásticos apresentavam “resistência exacerbada à insulina” em comparação com os seus homólogos machos.

Em última análise, concluíram que “a exposição dos pais aos microplásticos pode ter efeitos adversos intergeracionais na saúde metabólica dos descendentes”.

Por que este estudo é perturbador?

Como enfatizam os autores, os microplásticos estão realmente por toda parte.

O plástico pode levar séculos a decompor-se e cada ano é produzido mais plástico, aumentando a nossa exposição a estas perigosas partículas de plástico. Os microplásticos foram encontrados não apenas na água, no solo e no ar, mas também nos locais menos frequentados da Terra.

Os cientistas identificaram microplásticos em tecidos reprodutivos humanos, mas também foram encontrados em todo o corpo humano, incluindo tecido cerebral, órgãos e sangue. Os microplásticos não podem ser completamente evitados devido à sua onipresença.

A investigação que associa os microplásticos aos efeitos adversos é alarmantemente numerosa e novas descobertas surgem regularmente, apontando para uma crise ambiental e de saúde cada vez maior.

A investigação centra-se normalmente nos efeitos diretos e imediatos, mas este estudo destacou o potencial dos microplásticos para prejudicar as gerações futuras sem exposição direta. De acordo com a Universidade da Califórnia, em Riverside, o autor principal, Changcheng Zhou, explicou por que isso é particularmente preocupante.

“Estas descobertas do estudo com ratos provavelmente têm implicações para os seres humanos. Os homens que planeiam ter filhos devem considerar a redução da sua exposição a substâncias nocivas, como os microplásticos, para proteger a sua saúde e a saúde dos seus futuros filhos”, aconselha Zhou.

O que está sendo feito em relação aos microplásticos?

Embora os microplásticos sejam onipresentes no meio ambiente, isso não significa que não existam maneiras de minimizar a exposição direta, como Zhou recomendou aos futuros pais.

Usar menos plástico e substituir os itens de plástico mais utilizados por alternativas sem plástico pode reduzir significativamente a sua exposição aos microplásticos.

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