“Eu estava do outro lado, com um pé em outro mundo.”

Um homem relembra a luta pela vida que começou com um pequeno mosquito.

O que está acontecendo?

Em 2007, David Hancock, morador de Glendale, Arizona, começou a se sentir mal, apresentando febre repentina e vômitos. Quando ele chegou ao hospital, os médicos levaram 10 dias para diagnosticá-lo. Nesse ínterim, ele entrou em coma, sofreu de insuficiência cardíaca, seus pulmões encheram-se de líquido e seu cérebro ficou inflamado.

“Eu estava do outro lado, com um pé noutro mundo”, disse ele à Deutsche Welle, resumindo a sua experiência com o vírus do Nilo Ocidental, uma doença transmitida aos humanos através de picadas de mosquitos.

Por que o vírus do Nilo Ocidental é preocupante?

Embora a maioria das pessoas infectadas com o vírus do Nilo Ocidental nunca saiba disso, de acordo com a Cleveland Clinic, uma em cada cinco pessoas sentirá dores no corpo e outros sintomas semelhantes aos da gripe. Outros, como Hancock, estão a sofrer efeitos muito mais perturbadores. De acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, a cada ano mais de 1.300 americanos que contraem o Nilo Ocidental desenvolvem uma doença grave que afeta o sistema nervoso central. A agência acrescenta que mais de 130 deles morrem.

Entretanto, os casos do vírus do Nilo Ocidental e de outras doenças transmitidas por mosquitos, como a malária, a dengue e o zika, estão a aumentar, à medida que o aumento das temperaturas globais ajuda os mosquitos a deslocarem-se para novos territórios e a prolongarem a sua estação activa. Muitas localidades dos EUA registaram um aumento do vírus do Nilo Ocidental este ano: Bell County, Texas, relatou seis testes positivos em seis semanas, um aumento de casos numa parte do Utah levou a uma morte e o número de casos notificados em todo o país em Setembro foi 40% superior ao habitual.

O que está sendo feito em relação às doenças transmitidas por mosquitos?

Uma das coisas mais importantes que alguém pode fazer para evitar ficar doente é prevenir picadas de mosquito. O CDC recomenda o uso de repelentes de insetos registrados na Agência de Proteção Ambiental; usar roupas compridas e largas ao ar livre e ser tratado com permetrina; e tomar medidas para controlar os mosquitos dentro e fora de casa.

Muitas agências ajudam no controle do mosquito pulverizando as comunidades locais conforme necessário. Algumas cidades e condados também estão a adoptar abordagens mais criativas para o controlo dos mosquitos. Por exemplo, num condado da Flórida, os raios X são usados ​​para esterilizar mosquitos Aedes aegypti machos. Esta espécie pode transmitir muitas doenças transmitidas por mosquitos, incluindo dengue e zika.

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