O Ministério dos Negócios Estrangeiros (MFA) afirma que Singapura foi convidada a juntar-se ao Conselho de Paz proposto pelo presidente dos EUA, Donald Trump, e está actualmente a avaliar a oferta. (Foto: REUTERS/Kevin Lamarque)
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O Ministério dos Negócios Estrangeiros confirmou que Singapura foi convidada a juntar-se ao Conselho de Paz proposto pelo presidente dos EUA, Donald Trump. As autoridades disseram que o convite estava sob avaliação.
O Conselho concentrar-se-ia nas regiões afectadas por conflitos e na reconstrução pós-guerra, começando pela Faixa de Gaza. O seu âmbito não se limita a uma única zona de conflito.
As associações vêm com contribuições financeiras e os assentos de longo prazo estão vinculados a pagamentos de pelo menos US$ 1 bilhão. Singapura não indicou se se candidatará a tal função.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros disse que Singapura prefere fazer contribuições construtivas sem ocupar posições de liderança proeminentes. Isto é consistente com a sua abordagem diplomática de longa data.
Vários outros países ainda não responderam e alguns líderes recusaram abertamente. A estrutura do conselho continua a ser um ponto-chave de incerteza.
Explicação: O “Conselho de Paz” de Trump.
O que é o “Conselho de Paz” de Trump?
O Conselho de Paz é um órgão internacional proposto iniciado pelo ex-presidente dos EUA, Donald Trump. Destina-se a lidar com conflitos globais e a supervisionar a reconstrução pós-conflito, inicialmente ligada à Faixa de Gaza, mas com um mandato mais amplo.
Quem chefiaria o Conselho de Paz?
Trump presidiria o conselho. De acordo com o estatuto proposto, ele teria autoridade significativa sobre os termos de adesão e expulsões, sujeito a uma maioria de dois terços dos votos do conselho.
Como funciona a adesão?
Os países podem aderir à associação por um período padrão de três anos. Pelo menos aqueles que contribuíram para isso US$ 1 bilhão no primeiro ano podem se qualificar para associação de longo prazo ou permanente.
Por que a taxa de US$ 1 bilhão é controversa?
Os críticos dizem que a taxa poderia gerar receitas desproporcionais aos países mais ricos. Alguns aliados questionaram se as contribuições financeiras deveriam determinar o poder de tomada de decisão.
Como isso é diferente das Nações Unidas?
Trump posicionou o conselho como uma alternativa às instituições multilaterais existentes, que criticou como ineficazes. Ao contrário da ONU, o conselho não dependeria de quadros de governação internacional estabelecidos.
Quais países foram convidados?
Muitos países, incluindo Singapura, receberam convites. Vários governos ainda estão avaliando esta proposta.
Alguém se recusou a aderir?
Sim. O presidente francês, Emmanuel Macron, recusou o convite, alegando reservas sobre a estrutura e o papel do conselho.
Qual é a posição de Singapura?
Singapura confirmou que está a considerar o convite. O Ministério dos Negócios Estrangeiros disse que Singapura prefere fazer contribuições construtivas sem assumir posições de destaque.
O Conselho de Paz já está operacional?
NÃO. O Conselho continua a ser uma proposta e a sua estrutura, financiamento e composição ainda estão em discussão.
O que acontecerá a seguir?
O futuro do conselho depende de um número suficiente de países concordar em participar e comprometer recursos financeiros. Mais detalhes são esperados caso a proposta ganhe força.






