Cientistas descobrem grande aumento na carga que cruza as fronteiras dos EUA: ‘À vista de todos’

Uma nova investigação revela a escala impressionante do comércio global de vida selvagem que chega aos Estados Unidos, pintando um quadro perturbador de um sistema que funciona no escuro.

O estudo, publicado na revista Current Biology, compilou duas décadas de dados e descobriu que a quantidade de vida selvagem transportada através das fronteiras é muito maior – e menos regulamentada – do que se pensava anteriormente.

O que está acontecendo?

Esta é a realidade. Quando pensamos em “tráfico de vida selvagem”, geralmente imaginamos contrabandistas do mercado negro. Mas o comércio legal é, na verdade, 10 vezes maior e vale cerca de 360 ​​mil milhões de dólares por ano. O estudo mostra que vendemos produtos naturais a granel, muitas vezes sem monitorar se essas espécies sobreviverão à colheita.

“Ao não termos a capacidade de determinar que animais estão a ser comercializados e se o comércio é sustentável, estamos potencialmente a conduzir muitas espécies à extinção à vista de todos”, disse a professora Alice Hughes, que liderou o estudo.

Pense no sistema atual como uma enorme biblioteca onde as pessoas consultam livros, mas ninguém monitora sua condição. Eventualmente as prateleiras ficarão vazias.

Por que isso é perturbador?

Não se trata apenas da perda de animais exóticos em terras distantes. Isto representa uma ameaça direta à estabilidade do nosso próprio ambiente.

Remover espécies de seus habitats é como puxar os fios de um suéter. Você pode não notar o dano a princípio, mas eventualmente tudo desmorona.

E se você acha que isso é ruim, esse comércio também funciona como uma rodovia para espécies invasoras e doenças. Importar animais muitas vezes significa importar as suas pragas e agentes patogénicos, que podem entrar na vida selvagem nativa e dizimar populações sem defesas naturais. Por exemplo, o comércio internacional de rãs Xenopus provavelmente espalhou uma doença fúngica mortal que já contribuiu para a extinção de muitas espécies.

Estas redes de contrabando também estão frequentemente ligadas a redes de crime organizado envolvidas em atividades como o tráfico de seres humanos e de drogas.

O que é feito com isso?

Não parece bom. A boa notícia é que a tecnologia está finalmente se atualizando e ajudando a lidar com esse problema. Os cientistas estão agora a utilizar a inteligência artificial para identificar pontos críticos de tráfico de vida selvagem nos aeroportos, detectando padrões que os investigadores podem não perceber.

Na África do Sul, os cientistas estão a adoptar uma abordagem mais radical, injectando isótopos radioactivos não tóxicos nos cornos dos rinocerontes. Ele atua como corante em um assalto a banco, tornando os chifres detectáveis ​​por scanners e impróprios para consumo humano.

No entanto, esta luta deve ser travada em muitas frentes, razão pela qual os legisladores também estão a colmatar lacunas. A Pensilvânia aprovou recentemente uma lei que proíbe a venda de partes de espécies ameaçadas, como mamutes e leopardos, inibindo a procura local.

Ao reforçar estas redes, ao adotar novas tecnologias e ao dar prioridade aos ecossistemas nativos, podemos proteger os nossos recursos naturais e impulsionar o progresso rumo a um futuro mais limpo e seguro.

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