Agentes de segurança iranianos supostamente estupraram e torturaram enfermeiras detidas por tratar manifestantes

As mulheres faziam parte da equipe médica do Centro Rajaei de Doenças Cardiovasculares, Medicina e Pesquisa em Teerã, que tratou manifestantes feridos durante protestos em todo o país no final de dezembro e início de janeiro.

Um relatório exclusivo da Iran International mostra que duas enfermeiras detidas em Teerão depois de tratarem manifestantes antigovernamentais feridos foram torturadas e repetidamente violadas por agentes de segurança iranianos sob custódia.

De acordo com o relatório, as mulheres faziam parte da equipe médica do Centro Médico e de Pesquisa Cardiovascular Rajaei, em Teerã, que tratou manifestantes feridos durante protestos em todo o país no final de dezembro e início de janeiro.

Segundo fontes citadas pela instituição, ambas as enfermeiras sofreram graves lesões internas e foram submetidas a graves cirurgias após serem detidas. Segundo relatos, uma delas teve parte do intestino retirada, enquanto a outra teria sido submetida a uma histerectomia devido à extensão dos ferimentos.

A Iran International também informou que a família de uma enfermeira foi forçada a pagar uma grande quantia a um oficial de inteligência para garantir a sua libertação, e que foram forçadas a assinar declarações destinadas a ocultar o abuso e a atribuir a culpa aos “desordeiros”.

Carros queimam nas ruas durante um protesto contra a desvalorização da moeda, em Teerã, Irã, 8 de janeiro de 2026. (Fonte: STRINGER/WANA (AGÊNCIA DE NOTÍCIAS DA ÁSIA OCIDENTAL) VIA REUTERS)

As forças de segurança ordenaram que a equipe médica não tratasse os manifestantes feridos

O relatório alegou ainda que, em 8 de Janeiro, as forças de segurança invadiram o hospital, ordenaram aos funcionários que não tratassem os manifestantes feridos e, mais tarde, espancaram os trabalhadores médicos que resistiam. Segundo testemunhas, duas enfermeiras foram baleadas e outras cinco foram presas.

As alegações surgem em meio a crescentes preocupações internacionais sobre o tratamento dispensado pelo Irã aos prisioneiros enquanto reprime os protestos. A Amnistia Internacional e os investigadores da ONU alertaram anteriormente para a tortura, a violência sexual, as detenções arbitrárias e as confissões forçadas sob custódia iraniana.

As últimas alegações ecoam relatos anteriores de que as autoridades iranianas utilizam sistematicamente a violência sexual como ferramenta para reprimir a dissidência.

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