Aleksander Tanas
KISINAV (Reuters) – A presidente da Moldávia, Maia Sandu, disse que votaria pela unidade com a vizinha União Europeia e a Romênia, membro da OTAN, se um referendo fosse realizado para ajudar a proteger sua frágil democracia da pressão russa.
Sandu, cujo partido no poder pró-UE ganhou um novo mandato em Setembro passado, acusou repetidamente a Rússia de se intrometer na Moldávia, uma antiga república soviética de cerca de 2,4 milhões de habitantes, com uma maioria de língua romena e uma minoria de língua russa.
“Se tivéssemos um referendo, eu votaria pela unificação com a Roménia”, disse ela numa entrevista ao podcast britânico “The Rest is Politics”, transmitido no domingo.
“Vejam o que está a acontecer no mundo. É cada vez mais difícil para um país pequeno como a Moldávia sobreviver como democracia, como país soberano e, claro, resistir à Rússia.”
Cerca de 1,5 milhões de moldavos possuem cidadania romena, mas sondagens recentes mostram que apenas cerca de um terço apoia a reunificação com Bucareste.
Sandu afirmou estar ciente de que a maioria dos moldavos não apoiava a sua posição, acrescentando que a integração na UE era um “objectivo mais realista”.
O seu governo estabeleceu como objectivo aderir à UE até 2030, mas terá de realizar reformas difíceis face à oposição da Rússia. Os socialistas pró-Rússia na Moldávia só chegaram ao poder em 2020.
A Moldávia, que também faz fronteira com a Ucrânia, fez parte da Roménia entre as guerras mundiais, mas foi anexada pela União Soviética durante a Segunda Guerra Mundial. Ganhou a independência em 1991 com o colapso da União Soviética.
(Escrita: Dan Peleschuk Edição: Gareth Jones)





