Nancy Pelosi está avaliando o terceiro caso de impeachment contra Trump se os democratas vencerem na Câmara

Refletindo sobre a possibilidade de os Democratas retomarem a Câmara em 2026, Nancy Pelosi reconheceu na segunda-feira que o impeachment do Presidente Trump para um terceiro mandato poderia ser considerado se surgissem razões novas e sérias, mas insistiu que deve haver uma razão legítima e sublinhou que não está atualmente na agenda dos Democratas.

“Se ele cruzar a fronteira novamente, mas não é uma coisa aleatória. Você diz: ‘Nós vamos fazer isso.’ Não, deve haver um motivo. Tem que haver um motivo”, explicou Pelosi durante uma entrevista ao USA Today na segunda-feira.

Na altura, Susan Page, chefe da sucursal do USA Today em Washington, questionou se os democratas deveriam mesmo fazer do seu terceiro impeachment uma prioridade, dado o número de ações controversas que tomou na Casa Branca. Pelosi respondeu explicando o processo pelo qual seu campo passou para destituir Trump em 2021 e como o atual Senado complica a estrutura constitucional do país.

“Tivemos que rever. Isto foi uma coisa muito séria e histórica, e os nossos pais fundadores sabiam que poderia haver um presidente desonesto, e é por isso que colocaram o impeachment na Constituição”, explicou Pelosi. “Eles não sabiam que haveria um presidente desonesto e ao mesmo tempo um Senado desonesto que não teria coragem de fazer a coisa certa.”

No início de seus comentários, Pelosi compartilhou que Trump foi responsável pelo impeachment ao listar os movimentos políticos questionáveis ​​de Trump. Mas ela observou que não está aqui para “falar sobre a incoerência, a crueldade, a corrupção do atual presidente dos Estados Unidos”.

“A pessoa mais responsável pelo impeachment do presidente Trump, quando eu era presidente, foi o presidente Trump. Ele não nos deu escolha”, disse Pelosi. “Ele ultrapassou os limites em sua conversa telefônica com o presidente (Volodymyr) Zelenskyy como uma manifestação de seu desrespeito pela Constituição, de que ele colocou em risco a santidade de nossas próprias eleições em nosso país e no resto, e depois, é claro, em 6 de janeiro. Ele pode tentar mudar a narrativa o quanto quiser, mas estaremos lá para garantir que a verdade chegue até 6 de janeiro.

Assista à entrevista de Pelosi no clipe acima.

Nancy Pelosi

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