A Corporation for Public Broadcasting anunciou na segunda-feira que seu conselho votou pela dissolução da organização após a revogação de todo o financiamento federal pelo Congresso, encerrando uma função de 58 anos de supervisão do investimento do governo na mídia pública.
O CPB anunciou planos de liquidação em agosto, mas a votação do conselho na segunda-feira oficializou a mudança.
Os executivos do CPB disseram na segunda-feira que os ataques políticos persistentes e a eliminação dos subsídios federais tornaram impossível continuar a operar sob a Lei de Radiodifusão Pública. Sem financiamento, o conselho diz que a empresa não poderia apoiar legalmente o sistema de mídia pública do país ou cumprir as responsabilidades determinadas pelo Congresso.
“Por mais de meio século, o CPB existiu para garantir que todos os americanos tivessem acesso a notícias confiáveis, programação educacional e narrativa local”, disse a presidente e CEO do CPB, Patricia Harrison, em um comunicado. Ela disse que a dissolução da organização era necessária para proteger a integridade e a independência da mídia pública.
A presidente do conselho, Ruby Caylor, chamou a perda de financiamento de “devastadora”, mas disse que continua confiante de que a mídia pública resistirá às estações locais e às futuras ações do Congresso.
Fundado em 1967, o CPB ajudou a construir uma rede nacional de mais de 1.500 estações públicas de rádio e televisão e apoiou programas como “Vila Sésamo” e “Bairro do Senhor Rogers”, sistemas de notificação de emergência e jornalismo investigativo.
O CPB disse que concluirá uma paralisação ordenada, distribuirá os fundos restantes conforme orientação do Congresso e preservará seus arquivos e conteúdo histórico da mídia pública em parceria com a Universidade de Maryland.
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