A turbulência do Real Madrid dá o tom para um janeiro estranho
Faltando apenas 20 dias para 2026, o Real Madrid já comprimiu o drama de uma temporada em uma única semana. Conforme relatado pelo The Athletic, a demissão de Xabi Alonso depois da derrota por 3-2 a Barcelona na final da Supertaça seguiu-se um pivô interno em vez de um repensar radical. Ex-zagueiro do Madri Álvaro Arbeloaascendeu de Castela, entrou diretamente na eliminação do Copa do Rei nas mãos de Albaceteperdendo por 3-2.
foto
anúncio
A reação em torno do clube parecia inflamável. Contra o Bernabéu Levantefrustração transbordou das arquibancadas, com várias estrelas vaiadas, notadamente Vinícius Júnior. No entanto, mesmo no meio desse ruído, Arbeloa estabilizou a narrativa imediata com uma vitória por 2-0, um lembrete de que em Madrid a crise e a correção muitas vezes andam juntas.
Transfere calma em meio ao caos
A hipótese poderia ser que esta desordem desencadeie a atividade de janeiro. Em vez disso, fontes de Madrid insistem que nada muda. Sem chegadas, sem partidas. A justificativa apresentada é familiar, quase desafiadora. O time, argumentam, tem o maior valor de mercado do futebol mundial. “Tenho um elenco extraordinário, tenho muita sorte. No curto prazo, eles são melhores do que eu pensava”, disse Arbeloa quando questionado se precisava de um meio-campista ofensivo.
foto
anúncio
A única medida confirmada é o empréstimo de Endrick um Lyon. O Real Madrid manteve cláusula para revogá-lo antes de 20 de janeiro, mas a expectativa é que ele fique. Ele já impressionou, dando uma assistência contra Brest na Ligue 1.
foto
Especulação sem substância
As buscas continuam, principalmente focadas em defensores e meio-campistas, mas figuras importantes afirmam que não haverá acordos. Link para relatórios Vitinha em Madrid foram dispensados pelo seu campo, que vê uma saída Paris Saint-Germain impossível depois de um ano excepcional.
foto
O interesse também foi discutido David Alabacujo contrato expira em junho. Seus representantes insistem que ele não irá embora agora. De salientar que disputou pela primeira vez esta temporada três jogos consecutivos, um pequeno mas simbólico detalhe num plantel que ainda procura o equilíbrio.
foto
anúncio
Nossa visão: análise do índice EPL
Esta semana parece perturbadora, mas não estranha. Os torcedores do Real Madrid já passaram por convulsões administrativas antes, e há uma estranha confiança nascida da história de que o caos raramente dura aqui. A demissão de Alonso doeu, principalmente pela sensação de que não teve tempo, mas a nomeação de Arbeloa carrega um peso emocional. Ele entende o ritmo do clube, suas exigências e sua intolerância à deriva.
Os apoiadores estão divididos quanto à recusa em agir em janeiro. Alguns veem cautela, argumentando que a compra por pânico apenas aumentaria o ruído. Outros temem a complacência, apontando para a fragilidade defensiva e o cansaço do meio-campo que nenhuma crença consegue disfarçar. A frase sobre ter um elenco extraordinário é tranquilizadora, mas também corre o risco de parecer desconectada do que os torcedores veem semanalmente.
Há também empatia por jogadores como Vinicius, cujas vaias pareciam excessivas, mesmo para os padrões do Bernabéu. Os torcedores do Real Madrid esperam excelência, mas também sabem que a confiança é frágil. Se Arbeloa conseguir reconectar o time com o público, a estabilidade poderá vir.
anúncio
Em última análise, os torcedores do Real Madrid medem as temporadas em troféus, não em processos. A inatividade de janeiro será perdoada se a primavera trouxer controle e clareza. Caso contrário, esta semana pode ser lembrada como o momento em que a negação passou brevemente por calma.




