À primeira vista, a derrota do Real Madrid para o Barcelona na final da Supertaça de Espanha parece ter sido o último prego no caixão de Xabi Alonso.
Ele foi demitido quase imediatamente após o jogo, deixando muitos surpresos com a decisão abrupta. Afinal, a sua equipa tinha acabado de vencer um grande derby contra o Atlético de Madrid nas meias-finais e todos os sinais apontavam para que esse resultado voltasse a ser favorecido na tabela.
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Agora, porém, MARCA salienta que foi, de facto, o jogo do Atlético de Madrid que viu Florentino Pérez e companhia perderem a confiança em Alonso.
Um plano de jogo ruim
A vitória no clássico não foi comemorada dentro do clube. (Foto de Denis Doyle/Getty Images)
Na verdade, o presidente e a diretoria do Real Madrid ficaram muito descontentes com a forma como Alonso preparou a sua equipe para enfrentar o Atlético de Madrid na semifinal da Supercopa da Espanha.
Naquela noite, o Real Madrid defendeu bem e aproveitou o ímpeto gerado pela cobrança de falta de Federico Valverde na cobrança inicial. Eles tiveram menos de 50% de posse de bola, menos da metade dos chutes do adversário e venceram apenas um escanteio durante toda a noite.
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Os dirigentes do clube interpretaram a situação como uma falta de capacidade de Alonso que o levou a organizar este plano de jogo. A decisão de abandonar a ideia de criar ataques organizados os decepcionou.
Além disso, Alonso preparou a equipe para contar com bolas longas de Thibaut Courtois para Jude Bellingham e Gonzalo Garcia.
O belga enviou mais de 40 bolas longas naquela noite, e os jogadores do Real Madrid só conseguiram capitalizar uma pequena fração delas contra Os brancos e tintos defensores Isso, por sua vez, deu ao Atlético de Madrid a oportunidade de controlar o jogo.
Isso, junto com a repetida estratégia de defesa profunda contra o Barcelona, pode ter custado à lenda do clube o cargo de técnico do time principal.




