Claudio Tapia, presidente da Federação Argentina de Futebol (AFA), compareceu nesta quinta-feira a um tribunal de Buenos Aires acusado de não pagar impostos previdenciários.
Foi a primeira aparição de Tapio no tribunal em meio a múltiplas investigações sobre seus bens e a gestão financeira da AFA.
Tapia chegou ao tribunal federal numa van com seus advogados e entrou no prédio em meio a uma multidão de repórteres. Ele não fez nenhuma declaração.
O juiz federal Diego Amarante, especializado em crimes econômicos, convocou o presidente da AFA, Tapia, e quatro outros diretores da AFA para testemunhar e os proibiu de deixar o país por reter ilegalmente taxas de filiação de clubes, totalizando 19 bilhões de pesos (13 milhões de dólares) em 2024 e 2025.
A denúncia foi apresentada pela Agência de Receita e Controle Aduaneiro.
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Tapia pode recusar-se a testemunhar ou apresentar uma declaração por escrito.
O código penal da Argentina prevê pena de prisão de dois a seis anos para retenção ou cobrança de impostos estaduais não pagos no prazo de 30 dias corridos a partir da data de vencimento.
Tapia enfrenta outros processos por suposta evasão fiscal e lavagem de dinheiro.
A AFA nega atrasos fiscais e afirma ser vítima de assédio por parte do governo de Javier Millay. A AFA defendeu a liderança de Tapia, iniciada em 2017. Desde então, a seleção comandada por Lionel Messi conquistou a Copa do Mundo FIFA de 2022, a Copa América de 2021 e a Copa América de 2024.
Publicado em 12 de março de 2026







