Mumbai, 19 de fevereiro: Um pequeno vídeo mostrando funcionários comemorando dentro do escritório da Amazon na Índia gerou considerável controvérsia e reação online nos Estados Unidos. Os críticos das plataformas de redes sociais, especialmente X, usaram as imagens para argumentar que os empregos americanos estavam a ser transferidos para a Índia, enquadrando a celebração interna como um símbolo da insegurança no emprego no setor tecnológico dos EUA.
A indignação intensificou-se em meio aos contínuos cortes globais de força de trabalho da Amazon, que resultaram na redução de milhares de empregos em todas as regiões. No entanto, a história sugere que, embora o pessoal dos EUA enfrente despedimentos, as operações indianas estão a prosperar às suas custas, ignorando o facto de que a força de trabalho indiana da Amazon também foi significativamente afetada pela mesma reestruturação.
Demissão global da Amazon, reestruturação corporativa
Em Janeiro, a Amazon anunciou que iria cortar pelo menos 16.000 empregos a nível mundial como parte de uma estratégia para reduzir os níveis de gestão e burocracia. Isto surge na sequência de cerca de 14.000 cortes de empregos até ao final de 2025. Embora a maior parte dessas perdas de empregos tenha ocorrido nos Estados Unidos – incluindo mais de 2.000 despedimentos só no estado de Washington – centenas de funcionários em cidades indianas também foram despedidos.
A diretora de recursos humanos da Amazon, Beth Galetti, disse que a decisão visa fortalecer a organização, aumentando a propriedade e a eficiência. Apesar deste alcance global, o vídeo em circulação tornou-se um pára-raios de frustração, com alguns utilizadores a apelar ao boicote dos consumidores aos produtos e serviços na nuvem da Amazon, em retaliação pela suposta “traição” dos trabalhadores americanos.
Retórica anti-indiana e frustração equivocada
A reação online foi acompanhada por um aumento da retórica anti-Índia, com alguns comentadores a atacar a produtividade e a inovação dos talentos indianos. Estas afirmações muitas vezes ignoram o papel crítico da Índia na gestão da engenharia global, dos serviços em nuvem e da conformidade para empresas multinacionais. Os especialistas observam que as celebrações no escritório são eventos corporativos rotineiros e não refletem estratégias de recrutamento ou níveis de produtividade individuais.
Este episódio segue um padrão familiar de uma força de trabalho globalizada que é alvo de ataques durante períodos de tensão económica nos EUA. Campanhas de assédio semelhantes já tiveram como alvo empresas como FedEx e Walmart. Os analistas apontam que as demissões são motivadas por pressões do mercado, automação e estratégia de gestão, e não pelas ações dos funcionários de qualquer país em particular.
(A história acima apareceu pela primeira vez em LatestLY em 19 de fevereiro de 2026 às 15h13 IST. Para mais notícias e atualizações sobre política, mundo, esportes, entretenimento e estilo de vida, acesse nosso site Latestly.com).







