Com seu novo MacBook Neo de US$ 599, a Apple está entrando em uma parte mais competitiva do mercado de laptops, assumindo máquinas Windows e Chromebooks de baixo custo.
É uma jogada inteligente que visa atrair compradores que desejam algo diferente sem gastar muito nestes tempos de incerteza.
Embora um MacBook verdadeiramente acessível seja uma novidade para a Apple, a gigante da tecnologia depende de um truque familiar que já funcionou bem antes. O MacBook Neo vem em Silver, Blush, Citrus e Indigo, tornando um laptop algo que você escolhe com base em especificações pessoais.
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Entre em qualquer loja de eletrônicos e você verá fileiras de laptops cinza, pretos e prateados, todos misturados. Com o colorido Neo, a Apple está vendendo aos compradores uma ideia simples: que seu laptop não precisa ser parecido com o de todo mundo.
Embora existam muitos laptops de cores diferentes, a maioria deles possui acabamentos seguros e neutros. No ano passado, a Lenovo surpreendeu os compradores com um ThinkPad que se afastou do seu habitual preto, mas não para um mundo arco-íris, com uma versão branca do seu movimento revolucionário.
Qualquer cor…
Os computadores são muito semelhantes aos carros nesse aspecto. Henry Ford disse que os clientes poderiam ter seu veículo motorizado de qualquer cor, desde que fosse preto e, durante décadas, os computadores seguiram um caminho semelhante (embora para desktops a cor escolhida fosse principalmente bege).
A Apple tem sido uma das poucas empresas que tem pressionado consistentemente contra isso, principalmente em 1998, com o lançamento do iMac G3, ou iMac, como era conhecido anteriormente. Ele chegou logo depois que Steve Jobs retornou à empresa, com a Apple passando por dificuldades e precisando de uma orientação clara. O iMac foi um dos primeiros grandes produtos dessa nova era, construído para tornar a computação mais fácil e acessível.
Com o seu lançamento, a Apple não apenas apresentou um novo computador, mas rejeitou visualmente tudo o que veio antes dele. Ao lado dos habituais PCs bege, parecia algo de outra época.
O design translúcido Bondi Blue fez com que a máquina parecesse próxima e pessoal. Não estava tentando esconder o que era, estava mostrando.
As reações foram inevitavelmente misturadas no início, e não apenas por causa da cor ou do formato incomum, mas porque era muito diferente de todo o resto. Ele não tinha nem disquete, algo que na época era visto como essencial.
As pessoas não sabiam o que fazer com ele, mas a simplicidade, o foco em ficar on-line rapidamente e o design arrojado ajudaram-no a se destacar em um mercado concorrido.
Essa mudança valeu a pena, com fortes vendas e uma onda de novos usuários. A Apple vendeu quase dois milhões de iMacs em seu primeiro ano, tornando-o o computador mais vendido da América e um dos computadores mais rápidos da história.
Escolha sua fruta (cores)
Impulsionada por seu sucesso, a Apple expandiu toda a paleta de cores de “frutas” do G3, incluindo tangerina, uva, limão, morango e mirtilo.
Com o passar do tempo, a gama foi crescendo ainda mais, com tonalidades como grafite, índigo, rubi e Flower Power e Azul Dálmata. A Apple fez da cor uma característica definidora, não apenas uma escolha cosmética.
Em produtos posteriores, de iPods a iPhones, a cor tornou-se uma forma de diferenciar modelos e agradar a diferentes gostos. Ainda hoje, a Apple continua a ser uma das maiores empresas que oferece múltiplas opções de cores em quase toda a sua gama.
Curiosamente, a ideia dos computadores coloridos da Apple é anterior ao iMac G3. Duas décadas antes, em 1979 Mundo da informática O artigo que cobre a mudança planejada da Apple para a educação inclui uma frase pequena, mas reveladora. Ele afirmou que alguns dos sistemas da Apple “virão coloridos e serão à prova de falsificação”, uma afirmação que estava muito à frente de seu tempo.
A cor existia antes da Apple mudar sua sorte com o PC, mas não era popular. No início da década de 1990, a Silicon Graphics lançou máquinas como a Indigo e a Indy com acabamentos em índigo ousado e azul-petróleo brilhante, mas eram sistemas de última geração voltados para especialistas e não para usuários regulares. A cor das embalagens não definia os produtos e não influenciava significativamente as decisões de compra.
O MacBook Neo se encaixa perfeitamente nessa história. Não é apenas um laptop mais barato, é a continuação de uma ideia colorida que começou há quase meio século.
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