WASHINGTON (Reuters) – O Texas está processando a TP-Link Systems por supostamente promover enganosamente seus equipamentos de rede e “dar a Pequim acesso aos dispositivos dos consumidores americanos”, disse o procurador-geral do estado nesta terça-feira.
“Apesar das reivindicações de privacidade e segurança, os produtos TP-Link têm sido usados por entidades de hackers patrocinadas pelo Estado (China) para conduzir múltiplas operações de ataques cibernéticos contra os Estados Unidos”, disse o procurador-geral do Texas, Ken Paxton, em um comunicado à imprensa anunciando o processo.
“Como quase todas as partes dos seus produtos são importadas da China, o engano intencional dos texanos pela TP-Link sobre a nacionalidade, privacidade e capacidades de segurança dos seus dispositivos de rede não é apenas ilegal – também constitui uma ameaça à segurança nacional que permite a vigilância secreta e a exploração dos consumidores do Texas”, acrescentou.
A embaixada chinesa em Washington e a TP-Link Systems, fabricante de roteadores com sede na Califórnia, desmembrada da empresa chinesa, não responderam imediatamente aos pedidos de comentários.
O processo segue uma investigação lançada em outubro e faz parte de uma série de ações que visam empresas com ligações com a China, disse Paxton. Também ocorreu depois que o Texas proibiu seus funcionários de usar o TP-Link no mês passado e depois que a Reuters informou que a administração Trump havia suspendido sua própria proposta de proibição das vendas da TP-Link nos EUA.
Paxton anunciou em abril passado que estava lançando um esforço para destituir o senador norte-americano John Cornyn, um republicano do Texas conhecido por promover uma política dura para a China.
(Reportagem de Alexandra Alper em Washington, edição de Franklin Paul e Matthew Lewis)







