Um ataque de drone ucraniano a um porto russo no Mar Negro alimentou novas negociações destinadas a pôr fim ao conflito de quase quatro anos, disseram autoridades no domingo.
Duas pessoas ficaram feridas no ataque ao porto de Taman, na região de Krasnodar, que danificou um tanque de armazenamento de petróleo, um armazém e um terminal, segundo o governador regional Vinyamin Kondratyev.
Enquanto isso, destroços lançados por drones russos danificaram infraestruturas civis e de transporte na região ucraniana de Odesa, disseram autoridades, interrompendo o fornecimento de eletricidade e água.
Os longos ataques de drones da Ucrânia aos campos energéticos russos visam privar Moscovo das receitas de exportação de petróleo de que necessita para prosseguir a sua ofensiva em grande escala. A Rússia quer encerrar a rede eléctrica da Ucrânia, no que as autoridades de Kiev consideram ser uma “arma do inverno”, num esforço para negar aos civis o acesso ao calor, à electricidade e à água corrente.
Os ataques atingiram outra fase nas conversações mediadas pelos EUA entre os embaixadores russo e ucraniano em Genebra, na terça e quarta-feira, pouco antes do quarto aniversário do ataque russo de 22 de Fevereiro.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, disse durante seu discurso na conferência de segurança em Munique, Alemanha, no sábado, que ainda há dúvidas sobre a futura garantia de segurança de seu país. Zelensky também questionou como o conceito de zona de livre comércio proposto pelos Estados Unidos funcionaria na região de Donbass, onde a Rússia insiste que Kiev deve trabalhar para a paz.
Disse que os americanos querem a paz o mais rapidamente possível e que a equipa americana quer assinar todos os acordos sobre a Ucrânia ao mesmo tempo, enquanto a Ucrânia quer garantir que a segurança futura deste país seja assinada primeiro.
As preocupações de Zielinski foram repetidas pela senadora Jane Shaheen (DN.H.), membro graduado do Comitê de Relações Exteriores do Senado dos EUA.
“Até que tenhamos garantias reais de segurança sobre qualquer tipo de acordo de paz, estaremos aqui novamente, porque uma coisa que sabemos é que a Rússia está se preparando para ir além da Ucrânia, e não apenas da Ucrânia”, disse ela a repórteres em Munique, no domingo.
A chefe de política externa da União Europeia, Kaja Callas, disse que a Rússia espera ganhar diplomaticamente o que não conseguiu no campo de batalha e instou os Estados Unidos a trazerem concessões à mesa de negociações. Mas Callas disse na conferência de Munique, no domingo, que as principais exigências da Rússia – levantamento de sanções e congelamento de bens – eram decisões para a Europa.
Ela disse: “Se queremos uma paz duradoura, também precisamos de concessões da Rússia”.
Os esforços anteriores liderados pelos EUA para encontrar um acordo para acabar com a guerra, mais recentemente duas rondas de conversações na capital dos Emirados Árabes Unidos, Abu Dhabi, não conseguiram resolver questões difíceis, como o futuro do centro industrial ucraniano de Donbass, que é em grande parte ocupado pelas forças russas.





