Horas depois de lançar um boletim informativo sobre um acordo comercial “histórico” entre a Índia e os Estados Unidos, a Casa Branca fez algumas alterações no seu documento, levantando mais questões do que respostas sobre a natureza do acordo.
Um boletim informativo publicado em 9 de fevereiro destacou os principais aspectos e disposições do acordo alcançado entre os dois países. Porém, no dia 10 de fevereiro, surgiram algumas alterações no documento que não existiam antes.
Saltos, edições e revisões estão em destaque
Entre as principais mudanças estão pulando “algumas leguminosas” da lista de produtos agrícolas sobre os quais a Índia concordou em reduzir ou eliminar direitos.
De acordo com a informação que nos foi disponibilizada na terça-feira, a Casa Branca disse que a Índia concordou em eliminar ou reduzir tarifas sobre “todos os produtos manufaturados dos EUA e uma ampla gama de produtos alimentares e agrícolas dos EUA, incluindo grãos secos de destilação (DDG), sorgo vermelho, nozes, frutas frescas e processadas, certas leguminosas, óleo de soja, vinho e bebidas espirituosas e produtos auxiliares”.
No entanto, a nova versão no site oficial da Casa Branca diz:
Outra omissão importante diz respeito aos impostos sobre os serviços digitais. Uma versão anterior do documento dizia que a Índia “eliminaria os impostos sobre serviços digitais”. Porém, a nova versão do site não menciona isso.
Este novo documento também marcou algumas edições e revisões. Entre elas está a mudança de “obrigação” para “intenção”.
“Nos próximos 5 anos, a Índia pretende comprar 500 mil milhões de dólares em produtos energéticos, aeronaves e peças dos EUA, metais preciosos, produtos tecnológicos e carvão de coque. A Índia e os Estados Unidos aumentarão significativamente o comércio de produtos tecnológicos, incluindo unidades de processamento gráfico (GPUs) e outros produtos utilizados em centros de dados, e expandirão a cooperação tecnológica conjunta”, afirma a carta informativa.
Num texto anterior e numa declaração conjunta, os EUA afirmaram que a Índia se tinha comprometido a investir 500 mil milhões de dólares em produtos energéticos, peças de aeronaves e muito mais.
Outra omissão importante diz respeito aos impostos sobre os serviços digitais. Uma versão anterior do documento dizia que a Índia “eliminaria os impostos sobre serviços digitais”. Porém, a nova versão do site não menciona isso.






