Autor: Neha Arora
NOVA DÉLHI (Reuters) – As exportações de aço da Índia continuarão a ser impactadas pelo imposto de carbono e pelas cotas de importação da União Europeia e o governo tomará medidas para ajudar o setor, disse o secretário federal do aço nesta segunda-feira.
Os comentários surgem dias depois de a Índia e a União Europeia terem assinado um acordo comercial que reduziu as tarifas em vários setores, mas deixou intacta a tarifa fronteiriça do carvão do bloco, conhecida como Mecanismo de Ajustamento Fronteiriço de Carbono. As siderúrgicas indianas enviam cerca de dois terços do total das suas exportações para a Europa.
“Diante do CBAM e das tarifas, quotas e outros desafios da União Europeia, as exportações continuarão a ser um problema e teremos de agir”, disse o secretário do Aço, Sandeep Poundrik, num evento governamental em Nova Deli.
A Índia criticou duramente a primeira política CBAM do mundo desde que foi anunciada pela UE em 2021, dizendo que a taxa poderia prejudicar o comércio de aço. Desde Janeiro, o quadro regulamentar introduzido pela UE levou à introdução de taxas sobre as importações de aço, cimento e outros bens cuja produção envolve elevados níveis de emissões de dióxido de carbono.
Como resultado, espera-se que as exportações de aço indianas para a Europa caiam, levando as siderúrgicas a procurar compradores alternativos em África e no Médio Oriente, relata a Reuters.
(Reportagem de Neha Arora em Nova Delhi, escrita por Hritam Mukherjee; edição por Rashmi Aich)




