A decisão do Senegal de sair de campo na final da Copa das Nações Africanas (AFCON) de 2025 veio no calor do momento, mas no final o futebol venceu, disse o goleiro Edouard Mendy aos repórteres depois que os Leões de Teranga venceram o Marrocos por 1 x 0 no domingo.
O Senegal deixou o campo em protesto contra um pênalti nos acréscimos no final dos 90 minutos, depois voltou para vencer os anfitriões com o gol da vitória de Pape Gueye na prorrogação.
“Não vamos conversar no calor do momento. Tudo aconteceu, mas no final o que importa é que o futebol venceu”, disse Mendy sobre as cenas ridículas em que o técnico do Senegal, Pape Bouna Thiau, ordenou que seus jogadores saíssem do campo e o talismã Sadio Mane os convenceu a retornar.
“O Marrocos espera por este troféu há mais de 50 anos. Eles tinham tudo a seu favor, mas respondemos à nossa maneira e esta noite celebramos o Senegal”, acrescentou Mendy.
“Estávamos determinados a vencer esta final para levar o troféu para casa. Milhões de senegaleses estão felizes e vamos desfrutar disso.
“Temos que deixar esta controvérsia para trás”, disse ele, embora seja provável que haja uma punição severa para o Senegal, que estragou um torneio impressionante que durou um mês.
Mendy defendeu um pênalti ao estilo Panenka de Brahim Diaz, que deveria ter vencido o jogo para o Marrocos. Passaram-se 14 minutos depois que o pênalti foi marcado, após uma revisão do VAR, antes que Diaz o cobrasse.
“Ele atacou Panenka, mas eu fiquei de pé. Mantivemos o time no jogo e eu ajudei meu time naquele momento”, explicou Mendy.
O goleiro estava entre os jogadores que foram ao vestiário em protesto antes de Mané os convencer a voltar.
“O que dissemos um ao outro? Está entre nós. Fizemos isso juntos e voltamos juntos, isso é tudo que importa. Podemos estar orgulhosos esta noite”, acrescentou Mendy.
Postado em 19 de janeiro de 2026






