Autores: Ana Mano e Marcela Ayres
SÃO PAULO/BRASÍLIA (Reuters) – O Brasil registrou um superávit comercial de 2,9 bilhões de dólares com o Irã no ano passado, mostram dados do governo, tornando o país sul-americano um potencial candidato a novas tarifas dos EUA.
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse na segunda-feira que qualquer país que faça negócios com o Irão teria de pagar uma tarifa de 25% sobre qualquer comércio com os EUA, numa altura em que Washington responde à turbulência política no Irão, que está a testemunhar os maiores protestos antigovernamentais dos últimos anos.
Em meados de 2025, o Brasil foi atingido por tarifas adicionais dos EUA sobre produtos como carne bovina, café e suco de laranja. Mais tarde, Washington reverteu o rumo, eliminando parcialmente tarifas adicionais para evitar pressões inflacionárias internas. Contudo, alguns bens, incluindo calçado, peixe e madeira, ainda estão sujeitos a tarifas.
As exportações brasileiras para o Irã consistem principalmente de milho e soja, que representaram 67,9% e 19,3% do total das exportações do país para a nação persa em 2025.
Segundo dados comerciais, o Irã foi o principal comprador do milho brasileiro no ano passado, importando 9,1 milhões de toneladas. O Egito e a China, principal parceiro comercial do Brasil, importaram um total de 9,5 milhões de toneladas de milho, segundo o mesmo conjunto de dados.
Os dados mostram que o Brasil importou quase 85 milhões de dólares em produtos do Irão, principalmente fertilizantes como a ureia, bem como frutas e nozes.
(Reportagem de Ana Mano em São Paulo e Marcela Ayres em Brasília; Edição de Andrea Ricci)






