Terça-feira, 16 de dezembro de 2025 – 06h55 WIB
Jacarta – O presidente da Associação Indonésia de Seguros Gerais (AAUI), Budi Herawan, destacou a disparidade significativa entre o valor da cobertura do seguro e o montante das perdas devido a inundações repentinas e deslizamentos de terra que afetaram muitas áreas em Sumatra.
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Budi revelou que, com base nas estimativas iniciais do governo, a necessidade orçamental para a recuperação de desastres de infra-estruturas básicas atingiu 51 biliões de IDR. Esse valor supera em muito a estimativa inicial de sinistros reportados pelas seguradoras gerais, que atingiu apenas IDR 567,02 bilhões.
“Esta situação mostra que a maioria dos riscos de desastres ainda não são cobertos pelo seguro”, disse Budi em entrevista coletiva em Jacarta na segunda-feira (16/12/2025).
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Considerou esta condição um desafio comum a todos os interessados no sector segurador. Segundo ele, são necessários grandes esforços para aumentar a alfabetização pública e, ao mesmo tempo, promover a inclusão e a penetração de produtos de seguro contra desastres na Indonésia.
Para superar esta lacuna de protecção, a AAUI enfatiza a importância da implementação de um seguro obrigatório contra catástrofes, conforme exigido pela Lei Número 4 de 2023 sobre o Desenvolvimento e Fortalecimento do Sector Financeiro (UU P2SK).
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Budi disse que a AAUI propôs a implementação de um sistema de seguro paramétrico. Este esquema permite o pagamento rápido de sinistros com base em determinados parâmetros de índice, como precipitação ou intensidade de terremotos.
Ele explicou que o seguro paramétrico não exige um processo demorado de avaliação de sinistros, por isso é considerado muito adequado para necessidades de gestão de emergência pós-desastre.
Além disso, Budi disse que a atual apólice de seguro de propriedade padrão cobre basicamente o risco de inundações e furacões, desde que a cobertura seja estendida através do Artigo 43A.
Esta disposição diz: “esta cobertura estende-se aos danos ou destruição dos bens seguros devido a um ou mais dos seguintes perigos: i) inundação, ii) tornado e/ou tempestade, iii) danos causados pela água”.
“Em relação aos tufões, a AAUI também observou que, com base nas informações da BMKG (Agência de Meteorologia, Climatologia e Geofísica), a velocidade do vento durante este (desastre de Sumatra) atendeu aos critérios para tufões acima de 30 nós que são comumente usados na prática de seguros”, explicou Budi.
Outro lado
Acrescentou que os contratos de seguro na Indonésia também aplicam a cláusula de 72 horas, uma disposição específica que considera cada perda causada por um perigo segurado como um evento único se ocorrer dentro de 72 horas.





