Antes da Copa do Mundo FIFA de 2026, o México quebrou o Recorde Mundial do Guinness para o número de aulas de futebol

Milhares de mexicanos encheram o coração de sua capital no domingo para chutar, passar e comemorar sua entrada no livro dos recordes, transformando uma das praças públicas mais emblemáticas do mundo na maior sala de aula de futebol já registrada.

O Zócalo da Cidade do México – uma vasta praça de pedra que testemunhou revoluções, terremotos e visitas papais – reuniu 9.500 pessoas para participar de um treino em massa de aproximadamente 40 minutos que quebrou o recorde anterior do Guinness estabelecido em Seattle com 1.038 participantes.

“Registramos 9.500 pessoas hoje, então tenho a sorte de dizer que vocês são ‘oficialmente incríveis’ neste momento, parabéns”, disse o juiz do Guinness World Records, Alfredo Arista, no final da sessão.

“Hoje quebramos este grande recorde do Guinness, mais de 9.000 pessoas se uniram e mostraram que somos capazes de alcançar o extraordinário e o impossível”, disse a prefeita da Cidade do México, Clara Brugada, após receber o prêmio.

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“Com este registo, a cidade envia uma mensagem ao mundo: ‘O desporto, o futebol é uma linguagem universal, uma linguagem de paz que não necessita de tradução.’ Parabéns, Cidade do México, hoje iniciamos a Copa do Mundo”, acrescentou.

O evento faz parte de uma campanha mais ampla chamada Copa do Mundo Social.

A multidão incluía famílias com camisetas verdes, brancas e vermelhas; crianças segurando bolas de futebol pretas e douradas; e vizinhos idosos amontoavam-se ao lado dos treinadores profissionais enquanto os instrutores conduziam os exercícios sob o céu claro da manhã, com os sinos da catedral tocando ao fundo.

Entre os presentes estavam membros da seleção feminina mexicana que venceu a Copa do Mundo Feminina de 1971, um torneio não oficial realizado na Cidade do México que atraiu algumas das maiores multidões da história do futebol feminino, bem como ex-jogadores masculinos, como o goleiro Oscar “El Conejo” Perez.

Grave com sombra

No entanto, o feriado teve um tom de tensão nacional.

“Estou entusiasmada com a Copa do Mundo, mas há muitos problemas políticos no país neste momento”, disse a participante Paulina Rosas. Reutersrefletindo as preocupações de muitos mexicanos em meio à recente violência dos cartéis.

No mês passado, o exército mexicano matou Nemezio Ruben Aceguer Cervantes, também conhecido como “El Mencha”, líder do Cartel da Nova Geração de Jalisco (CJNG). Provocou uma repressão em vários estados, levando Guadalajara – uma das três cidades mexicanas a sediar a Copa do Mundo – quase paralisada.

Durante semanas houve incerteza, e a Presidente Claudia Scheinbaum chegou mesmo a confirmar que haveria garantias de segurança.

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Apesar disso, as pessoas ainda esperam que o México sedie a Copa do Mundo pela terceira vez. O torneio, co-organizado pelos Estados Unidos e Canadá, começará com a partida de abertura no Estádio Azteca, no dia 11 de junho.

“Se mantivermos esse espírito, tenho certeza que vamos gostar”, acrescentou Rosas.

Este clima também se fez sentir fora da praça principal, onde o clima festivo continuou. As pessoas tocavam “cascarita”, uma forma informal de futebol de perímetro, enquanto muitos dançavam ao ritmo do “batucado” de uma banda de percussão.

“A lição foi muito simples e muita gente aqui nem sabe jogar futebol, mas a questão não é essa; é sobre as pessoas, sobre a comunidade”, disse Pedro Garcia, de 67 anos.

Para muitos dos que estiveram ombro a ombro no Zócalo na manhã de domingo, pareceu um aquecimento para o que está por vir em junho.

Publicado em 16 de março de 2026

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