Regressei depois de quase dois anos e tudo na equipa tinha mudado – os níveis de preparação física, a atitude e a mentalidade.
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Ainda me lembro da noite seguinte à Austrália ter aplicado o rastreamento. O seleccionador nacional, Madan Lal, pediu-nos para continuarmos a lutar. Então Laxman disse algo que me surpreendeu. Ele disse: “Poderíamos vencer isso”. Naquela fase era difícil imaginar, mas ele acreditava.
Rahul Dravid ficou em 6º lugar, enquanto Laxman subiu na ordem. A decisão veio após discussões entre o técnico John Wright e o capitão Sourav Ganguly. Acabou sendo uma jogada inteligente.
Laxman e Dravid se conheciam há anos, desde a zona sul e menores de 19 dias. Depois de instalados, a forma como bateram durante um dia inteiro mudou completamente o jogo.
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Havia tensão no vestiário. Uma porta e a cauda ficariam expostas. Mas a forma como eles batizaram nos manteve vivos. Enquanto isso, a Austrália estava tão acostumada a vencer que não jogava pelo empate. Isso dificultou as coisas para eles.
Esta série pertenceu em grande parte a Harbhajan Singh. Mas a passagem de Sachin Tendulkar no Dia 5 foi crucial. Ele teve a experiência de jogar boliche sob pressão, como a famosa final da Hero Cup em 1993, e voltou a jogar quando o time precisava.
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As entradas de Laxman foram extraordinárias. Ele estava descendo a pista em direção a Shane Warne e acertando-o mesmo contra o giro. Essa confiança vem de anos jogando críquete doméstico em Hyderabad.
Para mim, o Teste de Calcutá foi especial porque acabou sendo minha última partida. Conseguir o postigo de Mark Waugh tornou tudo ainda mais memorável. Foi a despedida perfeita.
Mais importante ainda, esse teste transformou o críquete indiano. Ele deu ao time a crença de que poderíamos lutar contra qualquer situação e vencer. Há outra pequena lembrança pessoal: o taco que Laxman usou para marcar aquele famoso 281 era na verdade meu. Então, de certa forma, essa foi a minha contribuição para aquele golpe histórico.
(O ex-fiandeiro esquerdo da Índia falou com Vishal Menon)





