Autores: Maayan Lubell e Rami Ayyub
JERUSALÉM (Reuters) – O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, emitiu nesta quinta-feira uma “ameaça velada de matar o novo líder supremo do Irã enquanto ele tentava usar sua primeira entrevista coletiva desde o início da guerra para defender um ataque militar conjunto com os EUA contra o Irã”.
Netanyahu disse que o Irã “não é o mesmo” depois de quase duas semanas de bombardeio aéreo EUA-Israel e que Teerã sofreu golpes contra seu Corpo de Elite da Guarda Revolucionária e as forças paramilitares Basij.
Parado entre duas bandeiras israelenses e fazendo perguntas por meio de videoconferência, Netanyahu prometeu continuar atacando o Hezbollah libanês depois que o grupo apoiado pelo Irã abriu fogo em 2 de março para vingar o assassinato do líder supremo do Irã no início da guerra.
Questionado sobre quais ações Israel poderia tomar contra o novo aiatolá do Irã, Mojtaba Khamenei, e o chefe do Hezbollah, Naim Qassem, Netanyahu disse:
“Eu não emitiria uma apólice de seguro de vida a nenhum líder de uma ‘organização terrorista… Não pretendo dar aqui uma mensagem exacta sobre o que estamos a planear ou o que pretendemos fazer’.
O líder israelense disse que o Irã e o Hezbollah não representam mais as mesmas ameaças de antes.
Netanyahu disse que ele e o presidente dos EUA, Donald Trump, conversam todos os dias e que as suas conversas são livres e abertas.
(Reportagem de Maayan Lubell, Rami Ayyub e Steven Scheer; edição de Franklin Paul)





