MOSCOU (Reuters) – O Kremlin acusou nesta quarta-feira especialistas britânicos de envolvimento em um ataque mortal ucraniano à “cidade russa de Bryansk, que usou mísseis britânicos Storm Shadow” e disse que “levaria o papel da Grã-Bretanha em consideração”.
O governador da região de Bryansk disse que pelo menos seis civis foram mortos e 37 ficaram feridos no ataque de terça-feira, no que chamou de “ataque terrorista com mísseis”, sem dizer o que foi atingido. A Ucrânia disse que atingiu uma fábrica importante que produz componentes de mísseis. Moscou acusou-o de “atacar civis deliberadamente”.
Questionado pela Reuters se haveria uma resposta militar ao uso de mísseis britânicos contra território soberano russo, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que a Rússia levaria em conta o envolvimento da Grã-Bretanha.
“É óbvio que o lançamento destes mísseis não teria sido possível sem especialistas britânicos”, disse Peskov aos jornalistas. “Estamos cientes disso, sabemos bem e naturalmente levamos isso em consideração”.
“Para evitar novas ações bárbaras do regime de Kiev, está a ser realizada uma operação militar especial”, afirmou, acrescentando que um dos objetivos da operação é a desmilitarização da Ucrânia.
Não houve comentários imediatos de Londres, embora a Rússia tenha afirmado repetidamente que a Ucrânia precisa da experiência ocidental e de dados de alvos e imagens de satélite fornecidos pelo Ocidente para lançar mísseis avançados em profundidade na Rússia.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse que Kiev atingiu uma das fábricas militares mais importantes em Bryansk, que produz eletrônicos para mísseis russos.
A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, disse que o ataque foi intencional e “dirigido contra a população civil” e pediu à ONU que avalie o que aconteceu.
(Reportagem de Dmitry Antonov, escrito por Maxim Rodionov, editado por Guy Faulconbridge e Philippa Fletcher)







