Malavika Prasad pretende inspirar o futebol feminino de Kerala a participar da Copa da Ásia de 2026

De IM Vijayan, Jo Paul Ancheri a Bentla D’Couth, o potencial futebolístico de Kerala dispensa apresentações.

Quando a Índia iniciar sua campanha na Copa Asiática Feminina de 2026 contra o Vietnã, na quarta-feira, Malavika Prasad poderá ser a mais recente adição a essa lista, com o ícone da Índia no maior palco.

Para a ala do Kasaragod, o caminho para se tornar profissional começou assistindo vários membros de sua família jogarem. Na quinta série, ela já havia começado a amarrar os cadarços dos sapatos e a pisar no campo.

O que começou como um hobby virou rotina depois de alguns anos.

“Quando comecei, eu nem sabia sobre a Liga Feminina Indiana (IWL). Depois de 2 ou 3 anos, descobri que existia tal liga e então descobri jogadoras indianas seniores e quis ser como elas”, disse Malavika. Estrelas do esporte.

“Então comecei a trabalhar duro nesse sonho e foi assim que cheguei aqui”, acrescentou ela.

Malavik tinha uma família por trás dele, mas não uma opinião pública fora dela.

“As pessoas (fora da minha família) começaram a pensar que o meu sonho não se tornaria realidade. Vestir a camisa da Índia é a minha resposta perfeita para elas”, acrescentou Malavika com um sorriso.

Apesar de ter apenas 22 anos, Malavika passou um tempo valioso de jogo no extinto time feminino Kerala Blasters e atualmente joga como ponta direita do FC Sethu na IWL. Em 2024, ela foi eleita a melhor jogadora de Kerala pela Associação dos Estados.

Obtendo um rascunho

Um ano depois, chegou a seleção nacional. O técnico Crispin Chhetri a incluiu na convocação para o amistoso da Índia contra o Uzbequistão, em junho.

“Foi como se os meus 10 anos de trabalho árduo tivessem finalmente valido a pena”, recorda Malavika.

Ela então marcou um gol fora do banco em sua estreia contra a Mongólia nas eliminatórias da Copa da Ásia, com a Índia vencendo de forma convincente por 13-0. Estar em campo testou seus nervos, mas ficar sentada no banco, indefesa, durante o confronto da Índia contra a Tailândia, foi pior.

“Ainda me lembro de tudo daquele jogo. Os veteranos jogaram em campo, mas estivemos tão ativos quanto eles na linha lateral. O placar estava 1 a 1 e mesmo depois de Sangeeta Bosfore marcar o segundo, ficamos com medo”, lembrou Malavika.

“Só depois do apito final é que respiramos aliviados. A equipa lutou muito bem e todos tiveram a sensação de que mesmo que morrêssemos não deixaríamos passar esta oportunidade”, acrescentou.

Oportunidade de crescer

A competição na ala direita dos experientes Manisha Kalyan e Soumya Gugulot deverá reduzir o tempo de jogo de Malavika na competição continental.

Mas, segundo a assistente técnica Priya P.V., Malavik está entre as perspectivas importantes para o futuro.

“Ela é boa fisicamente e sabe usar bem sua força e velocidade”, disse Priya, ela mesma uma ex-jogadora, sobre Malavika. “Ela é uma pessoa muito calma e obediente. Mesmo quando os treinadores a pressionam, ela permanece calma e segue em frente, tentando chegar ao próximo nível.”

Com uma nova treinadora, Amelia Valverde, que chegou às vésperas da Taça Asiática, Malavika notou que “o jogo começou a ficar mais rápido”.

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“Nos treinos passamos a fazer tudo com muita intensidade. Nossos toques melhoraram e a cada dia estamos mais focados”, disse ela.

Com apenas cinco internacionalizações, Malavika pode ser um dos membros menos experientes da equipa.

Mas sendo a única representante de Kerala no elenco de 26 integrantes, ela tem a responsabilidade de inspirar mais jovens do estado.

“Apesar de tudo o que conquistamos no futebol feminino, ainda existem jogadoras talentosas que não levam isso tão a sério. Elas apenas jogam, mas não sonham em jogar pelo seu país ou mesmo pelo estado. Precisamos ajudar e tentar mudar isso”, disse Malavika.

Kerala era uma mina de ouro para jogadores de futebol. Malavika pode muito bem provar isso novamente na quarta-feira, na Copa da Ásia, na Austrália.

Postado em 2 de março de 2026

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