Os microplásticos podem ser um fator que contribui para o aumento da incidência da doença de Parkinson.
O que está acontecendo?
Uma revisão recente da literatura científica indica que os microplásticos e até mesmo os nanoplásticos mais pequenos podem interferir com alguns processos cerebrais associados à doença de Parkinson.
A revisão, que aparecerá em sua versão editorial final na revista npj Parkinson’s Disease, identifica essas minúsculas partículas de plástico como “uma potencial ameaça ambiental emergente”, como concluiu o Medical Life Sciences News no final de janeiro.
Os coautores da revisão basearam-se em vários estudos que examinaram como os microplásticos podem interagir com sistemas biológicos e concentraram-se em três vias de exposição: ingestão, inalação e contacto com a pele.
“Desde o mau enrolamento das proteínas até à sinalização intestinal-cérebro, novas evidências sugerem que a exposição diária aos plásticos pode cruzar-se com processos biológicos chave associados à doença de Parkinson”, relata o Medical Life Sciences News.
Por que este estudo é importante?
Esta revisão ajuda a sintetizar trabalhos anteriores sobre a ligação entre a exposição a microplásticos e a doença de Parkinson. Isto é crucial, uma vez que o número de casos diagnosticados da doença de Parkinson continua a aumentar em todo o mundo. Embora a idade pareça ser o principal fator de risco, vários estudos identificaram os microplásticos como uma causa potencial.
Numa experiência anterior, os investigadores alimentaram ratos com pequenas quantidades de poliestireno durante três meses e descobriram que os roedores tinham danificado o revestimento intestinal e aumentado a inflamação do fígado, o que poderia estar ligado ao desenvolvimento da doença de Parkinson.
Outro estudo em ratos mostrou uma possível ligação entre a entrada de nanoplásticos nas células nervosas e a doença de Parkinson.
Embora a ciência sobre as ligações entre os microplásticos e o seu potencial impacto na saúde humana ainda esteja a emergir, os cientistas examinaram se a exposição aos mesmos poderia contribuir para problemas graves, desde o cancro até condições de desenvolvimento neurológico e problemas de saúde reprodutiva.
O que está sendo feito em relação aos microplásticos?
Para mitigar a exposição, alguns cientistas estão a concentrar-se no desenvolvimento de métodos para remover microplásticos do ar, da água, dos alimentos e do solo. Em apenas um exemplo, a equipe de pesquisa descobriu que a clara do ovo poderia ser usada para remover microplásticos da água do oceano.
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Outras prioridades de investigação e políticas incluem parar os microplásticos na fonte, reduzindo os artigos de plástico descartáveis, como sacos de compras, garfos e colheres. Numerosas autoridades locais e nacionais estão a implementar leis que proíbem estes produtos, a fim de limitar a sua utilização e, em última análise, a produção.
Por exemplo, a Geórgia anunciou recentemente que os fabricantes e importadores deixarão de poder produzir (a menos que se destinem à exportação), importar ou vender uma variedade de plásticos de utilização única, incluindo talheres, recipientes, copos e tampas.
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