VITÓRIA – Shannon Watts, fundadora da organização anti-violência armada Moms Demand Action, estava embarcando em um voo da United Airlines de Denver (DEN) para Minneapolis (MSP) na manhã de domingo, quando ela notou que os funcionários do check-in estavam se recusando a permitir que três meninas embarcassem no voo, por estarem vestindo suas calças legging, fazendo com que elas perdessem o voo. Shannon publicou no twitter uma reclamação, falando sobre a situação que estava ocorrendo:

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O representante de mídia social da United Airlines entrou na briga, explicando que a companhia aérea mantém o direito de recusar passageiros que estão “descalços ou não vestidos adequadamente” e que a definição de roupas adequadas foi “deixada à discrição dos agentes”.

Shannon voltou a responder dizendo que as garotas de 10 anos pareciam bem vestidas e que a empresa estaria regulamentando o padrão de roupas para mulheres e crianças.

Patricia Arquette, atriz e ativista do movimento de igualdade feminina respondeu os tweets da United Airlines, questionando se eles haviam outro supervisor para analisar o caso e se ele também havia rejeitado o embarque das garotas.

A companhia respondeu dizendo que “as vestimentas são aprovadas se forem consideradas adequadas e respeitarem a formalidade do ambiente”.

Patricia Arquette voltou a responder, dizendo que “leggings são roupas de negócios para crianças de 10 anos. Pois seu único negócio é ser criança.”

A United voltou a responder, afirmando que eles instruem seus funcionários a verificarem os trajes de seus passageiros e se os mesmos respeitam as exigências de vestuário antes de poderem usar seus privilégios.

A empresa complementou ainda em outros tweets que os passageiros envolvidos no incidente daquela manhã eram “United pass”, ou seja, funcionários ou parentes que trabalham na United e estão voando como “stand-by”, que é um benefício fornecido por empresas aéreas aos seus funcionários e parentes que voarem pela companhia, podendo pagar apenas taxa de embarque, sem custo da passagem. Eles entram em uma lista de espera e, se houver vaga no voo, o embarque é autorizado.

Um porta-voz da United ainda disse que “nossos passageiros regulares não serão negados de embarcar porque estão vestindo leggings ou calças de yoga. Mas quando voando como stand-by, nós exigimos que esses passageiros passem a seguir regras, e essa é uma dessas regras.”

“Eles não estavam de acordo com a política de vestuário com o benefício”, observando que as meninas estavam cientes da regra interna. “Esta manhã, o traje dos passageiros que passaram neste voo não cumpriu a política de vestimenta.”

Outros passageiros, incluindo jornalistas, questionaram a decisão da United em não permitir as crianças de embarcarem com calças legging, mas que a companhia faz propagandas com pessoas usando esses trajes.

Ontem, a United publicou em seu twitter um link sobre as regras de embarque de funcionários e dependentes em stand-by, afirmando que passageiros frequentes não possuem restrições.

Redação – Aeroagora

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