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RIO DE JANEIRO – Há exatos 40 anos, dois Boeings 747 (um da KLM e outro da Pan Am) se chocaram na pista do Aeroporto de Los Rodeos, em Tenerife, nas Ilhas Canárias. O acidente se deu por uma cadeia de erros e 583 pessoas faleceram no pior desastre aéreo da aviação.

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Ambos os voos tinham como destino o aeroporto de Las Palmas, em Gran Canária, mas uma bomba plantada pelo Movimento Separatista do Arquipélago das Canárias fez com que o aeroporto fechasse por algumas horas e, consequentemente, desviando vários voos para a ilha vizinha, Tenerife, cujo seu aeroporto poderia operar jumbos normalmente, porém, sua localização geográfica era propensa a nevoeiros, um dos fatores para desencadear o acidente.

O avião da KLM, matrícula PH-BUF, batizado Rijn (em neerlandês significa Reno) e operando o voo extra KL4805, saindo de Amsterdã, pousou em Tenerife às 13h38 com 235 passageiros e 14 tripulantes (total de 249 pessoas). O avião da Pan Am, batizado Clipper Victor e com registro N736PA, havia chegado as 14h15 de Los Angeles após uma escala em Nova Iorque, trazendo 378 passageiros e 16 tripulantes com a call-sign PA1736. Pelas posições de estacionamento improvisadas no pátio, o jumbo da KLM ocupava um local que impedia que o 747 da Pan Am saísse antes dele.

Já era final da tarde quando os aviões começaram a receber autorização para decolar rumo às Ilhas Canárias. Um novo imprevisto, no entanto, dificultava novamente as operações. Naquele momento, uma forte neblina cobria o aeroporto de Tenerife, reduzindo a visibilidade do pilotos e dos controladores de tráfego aéreo.

Apesar da dificuldade, o Boeing 747 da KLM foi autorizado a prosseguir até a cabeceira da pista e aguardar novas ordens. Instantes depois, o avião da Pan Am recebeu instruções para cruzar a pista e seguir a um ponto perto da cabeceira, já que seria um dos próximos a decolar. Os pilotos da KLM, porém, não compreenderam a mensagem corretamente (provavelmente por conta do baixo nível do inglês dos controladores espanhóis) e assim que chegaram à cabeceira da pista, iniciaram o procedimento de decolagem. Com a baixa visibilidade, os pilotos não viram que o Clipper Victor  estava realizando sua manobra.

Enquanto cruzavam a pista, os pilotos da Pan Am conseguiram perceber que as luzes do Boeing da KLM estavam se aproximando e tentaram aceleraram para sair da pista antes da chegada do outro avião. Nesse momento, o avião da KLM já atingia uma velocidade de 250 km/h. O choque foi inevitável. Na aeronave da KLM, todos os 258 passageiros morreram, devido a forte explosão que o consumou, enquanto na aeronave de bandeira americana, dos 396 ocupantes, 355 vieram a óbito. Esses números o transformaram no maior acidente aéreo do mundo.

Logo após o dantesco episódio, inúmeras melhorias foram feitas nos procedimentos e fraseologias. Um exemplo: as tripulações não devem confirmar as instruções da torre de controle com respostas tais como “OK” ou “Roger” mas devem confirmar repetindo as partes essenciais das instruções recebidas, mostrando com isso um entendimento comum. Mesmo 40 anos após, o episódio deixa um legado importante no que tange a segurança aeronáutica. Quanto aos tripulantes do Clipper Victor, o copiloto Robert Bragg continuou a voar até 1997, e faleceu em fevereiro desse ano.

Redação – Aeroagora

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