BELO HORIZONTE – A BH Airport, responsável por administrar o Aeroporto Internacional Tancredo Neves/Confins (CNF), acumula dívida de mais de R$ 74 milhões com a União. A concessionária apostou alto em levar o contrato de concessão em 2013. mas com o reflexo da crise, a queda na quantidade de embarques e desembarques foi ainda mais acentuada: cerca de 15%. Em 2016, 9,6 milhões de passageiros passaram em Confins, em 2015, o número foi de 11,3 milhões.

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A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) recolheu R$82,8 milhões do contrato de concessão até o momento. Sobre o débito, a ANAC explica que “caso a diretoria decida em definitivo pelo indeferimento das razões apresentadas para justificar os atrasos, a concessionária deve pagar na data fixada, sob pena do acionamento do seguro garantia”.

A BH Airport se justifica declarando que obteve na Justiça o direito de pagar em juízo a outorga anual referente a 2016 e que o pagamento foi feito em maio do mesmo ano. Segundo a concessionária, em nota, ela diz que “altos valores de investimentos realizados em obras não previstas no contrato de concessão, que seriam de responsabilidade do Poder Público, deveriam estar concluídas até o início da operação e que não está em dívida com a União”.

Desde 2013, o Aeroporto de Confins recebeu R$ 870 milhões em investimentos na infraestrutura aeroportuária. Entre as obras, está o novo terminal que ampliou a capacidade para 22 milhões de passageiros por ano e a ampliação da pista de pouso e decolagem, que passará a ter cerca de 3800 metros de comprimento.

Redação – Aeroagora

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