BELO HORIZONTE – Os principais investidores que compram aviões desenham um quadro alarmante, semana passada, para vendas de jatos grandes nos próximos anos, com as companhias aéreas globais enfrentando um excesso de capacidade e pressão para baixar as tarifas.

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É um mau momento para a Boeing, que precisa desesperadamente vender mais 777s novos e bater as vendas para o próximo 777X.  Nos anos de recordes de vendas, entre 2012 e 2013, a Airbus e a Boeing juntas ganharam mais de 2.800 encomendas de aeronaves. Em 2016, as vendas totais foram metade. A Boeing anunciou que reduzirá as entregas dos 777 de 100 por ano, para pouco mais de 40 em 2018.

Na reunião anual da Sociedade Internacional de Transporte de Aeronaves (ISTAT), em San Diego, um encontro de financiadores da aviação, juntamente com executivos de arrendadores de aviões e grandes companhias aéreas, o chefe de vendas da Airbus, John Leahy, diz que “as vendas totais este ano para ambos os fabricantes ficarão abaixo dos 30%, para menos de 1.000 jatos”. Bertrand Grabowski, ex-banqueiro de aviação, diz que “muitas aeronaves foram encomendadas para serem entregues ao mesmo tempo”.

Ele vê um excesso de jatos widebody no Oriente Médio e na Europa, com as companhias aéreas competindo entre si pelo mesmo tráfego de passageiros. A Emirates, que é o maior cliente dos Boeings 777 e do Airbus A380 do mundo, não está imune.

A United Airlines disse à Airbus que poderá cancelar sua encomenda de 35 A350-1000. A American Airlines também está avaliando sua capacidade de widebodies. A Qatar Airways disse que não vai adquirir as outras três opções do A380.

Redação – Aeroagora

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