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SÃO PAULO – Hoje lançamos uma série de matérias chamada ‘master caution’, que deverá explicar o que acontece na economia aeronáutica no Brasil e mundo afora. O alerta é conhecido por aviadores pois indica que algo não está certo em alguma fase do voo, e quase sempre é acompanhada de um alarme ensurdecedor no cockpit das aeronaves.

Semanas atrás, tratamos do ‘boom’ asiático de passagens aéreas, que vem acompanhado de um crescimento descompassado, e fazendo com que empresas do golfo pérsico tomassem decisões importantes. No entanto, as gigantes Singapore Airlines (SIA:SP) e Cathay Pacific Airways (293:HK) fecharam em queda nesta quinta-feira (19), nas bolsas de Cingapura e Hong Kong, respectivamente.

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A queda veio logo após o anúncio de corte de postos de trabalho, feito na quarta-feira (18), em uma ‘revisão de necessidades’, como a própria empresa disse. Somente ontem, a queda foi de 3,9%, sendo a maior queda desde outubro de 2016. O anúncio faz parte de um reação, já que o declínio de viagens premium na China e a invasão e empresas do Oriente Médio no mercado asiático trouxeram uma densa neblina econômica, restringindo a visão inclusive do CEO Ivan Chu, que assumiu o cargo em 2014.

A Singapore Airlines está em uma situação comparável. Há meses não quebra a marca dos US$ 7 por ação. Ambas as companhias tiveram seu destino amarrado em viagens de longa distância. Em seu auge, a Singapore mal se preocupava com seus rivais chineses e do Golfo Pérsico. O cenário mudou drasticamente em 2007, quando a Emirates aumentou de forma exponencial o ASK, índice que mede o número de assento-quilômetros oferecido, dando chance em 2008 para a China Southern e a Cathay Pacific fazerem o mesmo.

O fator Emirates apenas teve resultado em 2014, após três anos de um império duradouro. O principal fator para o declínio é a situação geográfica desfavorável. Dois terços da humanidade vivem dentro de um voo de oito horas, em um raio da base da Emirates em Dubai, o que tornou a cidade uma excelente opção para viajantes globais.

Risco

Em uma medida arriscada, a Cathay Pacific pode ainda entregar mais rotas para sua filial regional, a Cathay Dragon, fazendo com que sua maior vantagem – o modelo hub-and-spoke – preencha mais assentos em seus aviões, melhorando assim a rentabilidade. A Singapore tem ido em uma direção semelhante, dobrando a capacidade de passageiros da regional SilkAir, uma estratégia já adotada com as regionais europeias Ryanair, EasyJet e Wizz Air. O negócio de jumbos asiáticos, representantes das viagens de longa distância, pode estar chegando a seu fim, passando o bastão para o Golfo.

Redação – Aeroagora

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