GOL pagará R$ 4 milhões de indenização a índios por dano espiritual

0
Foto: Alex Pelicer

BELO HORIZONTE – Com a queda de um Boeing 737-800 da GOL na região norte do Mato Grosso, no dia 29 de setembro de 2006 com 154 pessoas a bordo, uma área de 1.000 km² da terra indígena com circunferência de 20 km de raio, pouco menos de um sexto do total da terra indígena, foi inviabilizada.

LEIA TAMBÉMGOL: Buenos Aires já recebe voos de Manaus. Belo Horizonte é a próxima

Os destroços da aeronave continuam espalhados na floresta, numa área cujo município mais próximo é Peixoto de Azevedo, com uma distancia de 740 km de Cuiabá. Após 10 anos da tragedia, os índios e a companhia aérea, formalizaram a última etapa para o pagamento de uma indenização de R$ 4 milhões à comunidade de Capoto-Jarina, o certo foi mediado pelo Ministério Publico Federal.

Em dezembro, foi concluído um laudo antropológico, exigido pela GOL, para identificar as lideranças indígenas responsáveis por assinar o acordo. O procurador Rafael Guimarães, de Barra do Garças no Mato Grosso, afirma: “apreciamos o laudo, foi muito bem feito e atende completamente ao proposto. No momento está sendo redigido o acordo que será apreciado por todos os envolvidos, em seguida será marcada uma viagem até a terra indígena para a assinatura”.

Além de reparar os danos espirituais, medida considerada inédita, a companhia aérea compensará os índios por não ter retirado da floresta os destroços do avião. Com a indenização, eles concordaram com a permanência dos destroços na terra indígena. Parte da área continuará sendo uma cidade dos espíritos, impróprio para o uso tradicional da comunidade, inclusive para as gerações vindouras.

Redação – Aeroagora

RWY

Deixe uma resposta

Please enter your comment!
Please enter your name here