Primeira mulher passa a comandar aeronave presidencial brasileira

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Foto: Agência FAB

BELO HORIZONTE – A Capitã Aviadora da Força Aérea Brasileira Carla Borges escreveu mais um capítulo em uma história profissional marcada pelo pioneirismo nesta quinta-feira (22). Integrante da primeira turma de mulheres no curso de formação de oficiais aviadores da Academia da Força Aérea (AFA) em 2003, a militar passa a ser a primeira mulher a comandar a aeronave presidencial brasileira.

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“É uma nova etapa da minha vida. É muito orgulho para qualquer um poder transportar o Presidente da República. É a maior autoridade do País”, afirma a oficial sobre o novo passo da carreira. A militar tornou-se operacional no Airbus A319 após 150 horas de voo de treinamento e outras 60 horas em missões de simulador cumpridas nos últimos seis meses.

Antes de embarcar para Congonhas, em São Paulo, o presidente da República, Michel Temer declarou que “as mulheres das Forças Armadas representam um papel extraordinário” e destacou a segurança no voo. “É com muita satisfação que hoje vamos fazer este voo sob o comando da Capitã Carla”, afirmou Temer. “Espero que outras colegas possam pilotar o avião presidencial”.

Foto: Agência FAB
Foto: Capitão Aviadora Carla Borges à bordo do A319 | Agência FAB

O A319 presidencial tem uma configuração diferenciada que permite mais autonomia, mas é semelhante ao utilizado na aviação comercial brasileira. “É uma aeronave muito automatizada, então necessita de um estudo muito grande, um preparo, de como funciona cada equipamento, como interage com os demais”, explica a Capitã.

MULHERES NA FAB

Em 1982, quando a FAB recebeu a primeira turma feminina, as mulheres eram exceção. Passados 34 anos, a presença feminina é uma realidade em praticamente todos os setores: das cabines de aeronaves de combate até o comando de uma organização militar. De acordo com dados de dezembro deste ano do Comando-Geral do Pessoal (COMGEP), hoje elas são um total de 11 mil mulheres, o que representa 16% de todo o efetivo.

Com informações da Agência Força Aérea.

Redação – Aeroagora

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